Buenos Aires avança com a reconstrução do autódromo para o MotoGP 2027, mas o regresso da Fórmula 1 enfrenta obstáculos económicos e políticos.
Enquanto A cidade de Buenos Aires Atualmente trabalha em Autódromo Oscar e Juan Gálvez receber MotoGP de 2027 E é com grau I da FIA, voltando da Fórmula 1 A Argentina ainda parece um objetivo distante. Houve tentativas e apelos, mas hoje não há sinais claros de um retorno a curto prazo num calendário cada vez mais competitivo.
O principal obstáculo é económico. Desde Liberdade Mídia Assumindo o controle da categoria, a F1 se tornou um dos espetáculos mais cobiçados do planeta. Há pelo menos 20 vagas na lista de espera com ofertas milionárias: países como a Tailândia estão investindo mais de US$ 1,2 bilhão. Para medir a distância, o custo que Buenos Aires pagará pelas quatro datas do MotoGP é de cerca de 50 milhões, valor que na Fórmula 1 pode ser equivalente ao custo de uma corrida.
Fatores simbólicos e políticos jogam a favor do projeto argentino: peso histórico Clube Automóvel Argentina Na FIA, cinco títulos de Juan Manuel Fangioo atrativo turístico de Buenos Aires e o boom midiático causado pela chegada Franco Colapinto No entanto, este cenário é atravessado por um intenso lobby internacional e por tensões internas, como a cisão entre a ACA e a ACTC, que prejudicam a imagem organizacional do automobilismo local.
Hoje, mesmo nas negociações, fica claro que o objetivo mais realista no curto prazo é organizar um encontro. Campeonato Mundial de Resistência (WEC)com menos necessidade de infraestrutura e pode ser combinada com a corrida de San Pablo. Paralelamente, a primeira parte das obras de Galvez – que abrange 85% do projeto – estará pronta até o final do ano. A etapa final, que inclui uma extensão do paddock e um gancho, está vinculada à aprovação final da F1.
A reforma, com investimento de quase 150 milhões de dólares e projetada por Hermann Tilkejá causou polémica devido ao desaparecimento das partes históricas deste circuito e do percurso que alguns consideram mais adequado para motos do que para automóveis. Assim, entre progressos tangíveis e debate aberto, a ilusão de um regresso ao primeiro escalão ainda está viva, mas hoje está muito aquém da realidade económica do campeonato.


