A consciência pública sobre o bem-estar animal em solo chinês está em alta. O país tem agora a segunda maior população de animais de estimação do mundo, estimada em 430 milhões em 2024 e em rápido crescimento. A mudança cultural ficou plenamente patente no ano passado, quando o Ministério da Justiça solicitou feedback do público sobre os seus planos legislativos. Numa grande demonstração de apoio, uma sondagem online apelando a uma legislação anti-crueldade obteve mais de 4,2 milhões de votos, com 96% a votarem a favor.
Os princípios tradicionais mantêm uma lente antropocêntrica, vendo os animais como recursos ou propriedades puramente instrumentais destinados a servir os interesses humanos. Entretanto, o custo económico de mandatos rigorosos em matéria de bem-estar animal é considerado proibitivo, ameaçando uma vasta gama de indústrias, desde a pecuária e peles até à medicina tradicional.
À medida que cresce a frustração com este impasse legislativo, torna-se claro que uma “bala de prata” de Pequim não é actualmente concebível. Em vez disso, é necessário olhar para além do nível superior, para os reguladores subnacionais e os tribunais locais, onde está a emergir uma revolução silenciosa e pragmática.



