Durante décadas, o papel da China na economia global foi fácil de explicar. Ele fez as coisas de forma barata e em uma escala surpreendente. “Made in China” tornou-se uma abreviação de capacidade industrial. Muitas vezes foi controverso, às vezes admirado, às vezes temido.
Esta divisão está terminando agora. Nos smartphones, veículos eléctricos (VE) e serviços digitais, as empresas chinesas estão a subir na cadeia de valor, competindo com empresas ocidentais e liderando a nível mundial em muitas áreas. Mas o próximo choque da China poderá assumir uma forma diferente.
Chame-o de Chinashock 2.0 ou 3.0, dependendo de como você os conta, mas a China não está mais produzindo apenas os produtos do mundo. Está também a moldar rapidamente as prioridades mundiais. Especialmente entre os consumidores jovens, as marcas chinesas estão a moldar os gostos, a estética e a imagem global da China.
Geograficamente, esta mudança é importante. A concorrência entre a China e o Ocidente já não se limita ao comércio e à tecnologia. Está correndo rapidamente no reino da imaginação cultural. Se as tarifas e os controlos de exportação são ferramentas de rivalidade de poder duro, as marcas são ferramentas de poder brando. A questão é como competir com a China neste último campo?



