No entanto, esta ordem foi concebida para um mundo moldado pelo antagonismo bipolar e mais tarde sustentado pelo domínio americano. O sistema mundial de hoje parece muito diferente: economicamente difuso, ecologicamente limitado e politicamente fragmentado, mas profundamente ligado tanto pelo comércio como pela tecnologia.
Entretanto, o crescente populismo nos países ocidentais procura desmantelar estruturas multilaterais que são vistas como um entrave à prosperidade nacional.
No entanto, as instituições multilaterais permanecem ancoradas na distribuição total do poder, enquanto os desafios atuais – alterações climáticas, fragmentação digital, insegurança na cadeia de abastecimento, sobreendividamento e rivalidade geopolítica – exigem quadros que reflitam as realidades contemporâneas. A governação global tem lutado para acompanhar estas mudanças.
Essa antiga arquitetura foi construída para um mundo de aço, grãos e soberania territorial. O sistema enfrenta agora desafios impulsionados por fluxos de dados, inteligência artificial, plataformas transfronteiriças, física ambiental e mercados de capitais globalmente integrados. A governação continua a ser essencialmente centrada no Estado, enquanto a criação de valor e o risco sistémico atravessam cada vez mais fronteiras e sectores.



