Mas ao voltarmos a nossa atenção para a área interior da baía profunda, devemos ser cautelosos: nem toda a natureza é criada da mesma forma e nem todos os cenários são adequados para avanços implacáveis.
Mai Po e Inner Deep Bay não são apenas mais uma rota natural. É uma zona húmida de importância internacional designada pela Convenção de Ramsar. Este não é um rótulo burocrático. A designação Ramsar é um reconhecimento global de um ecossistema com uma função de conservação distinta. Embora os parques rurais tenham sido frequentemente criados para recreação, Mai Po é uma reserva.
O seu objectivo principal é, e deve continuar a ser, a conservação da biodiversidade, especialmente das aves aquáticas migratórias. O seu objectivo secundário, mas igualmente importante, é a educação ambiental: promover a compreensão pública e o apoio à conservação das zonas húmidas através de um acesso responsável e de baixo impacto. Nesse sentido, um Mai Po e um parque rural têm finalidades diferentes. Tal como acontece com maçãs e laranjas, as comparações diretas são difíceis. Isto leva-nos à questão fundamental: Quais são os riscos e benefícios da promoção do turismo aqui?
Primeiro, vamos esclarecer um equívoco. A proposta de flexibilização do status da área fechada não abre automaticamente as portas da Reserva Natural Mai Po. A reserva é protegida como área restrita pela Portaria de Proteção de Animais Silvestres. O acesso é, e continuará a ser, controlado por um sistema de licenças administrado pelo Departamento de Agricultura, Pesca e Conservação. Esta proteção legal é a nossa primeira e mais importante linha de defesa.



