Os Estados Unidos aliviaram na sexta-feira as sanções ao setor energético da Venezuela, emitindo duas licenças gerais que permitem que empresas globais de energia operem projetos de petróleo e gás em países membros da OPEP e permitem que outras empresas negociem acordos para trazer novos investimentos.
O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro emitiu uma licença geral que permite à Chevron, BP, Eni, Shell e Repsol operar operações de petróleo e gás na Venezuela. Essas empresas ainda possuem escritórios no país e participação em projetos, e estão entre os principais parceiros da estatal PDVSA.
Permitir as operações das principais empresas petrolíferas exige que os pagamentos de royalties e impostos venezuelanos passem pelo Fundo de Depósitos do Governo Estrangeiro, controlado pelos EUA.
A segunda licença permite que empresas de todo o mundo celebrem acordos com a PDVSA para novos investimentos em petróleo e gás venezuelanos. Os contratos estão sujeitos a autorizações separadas da OFAC.
A licença não permite transações com empresas na Rússia, no Irão ou na China ou com entidades pertencentes ou controladas por joint ventures com pessoas desses países.
A medida foi a maior flexibilização das sanções à Venezuela desde que as forças dos EUA prenderam e depuseram o presidente Nicolás Maduro no mês passado.



