Um painel de especialistas independentes apoiado pela ONU centrado na discriminação racial afirma que o discurso de ódio racista do presidente dos EUA, Donald Trump, e de outros líderes políticos dos EUA, bem como a repressão à imigração nos Estados Unidos, levaram a “graves violações dos direitos humanos”.
O Comité para a Eliminação da Discriminação Racial, com sede em Genebra, emitiu a sua decisão na quarta-feira, instando os Estados Unidos a suspenderem as operações de fiscalização da imigração dentro e perto de escolas, hospitais e instituições religiosas.
A decisão, tomada ao abrigo do protocolo de alerta precoce do comité, não era juridicamente vinculativa, mas procurava manter um país – neste caso, os Estados Unidos – em linha com os seus compromissos internacionais.
O comité disse estar também “profundamente preocupado” com o uso de linguagem depreciativa e desumanizadora sobre migrantes, refugiados e requerentes de asilo. Os membros do comité atribuíram o alegado aumento da discriminação racial ao “discurso de ódio racista” dirigido a estes grupos, mas não apontaram estatísticas específicas. Além do discurso, houve também preocupação com o impacto da utilização de estereótipos como armas por parte de políticos e outras figuras públicas para incitar crimes de ódio e discriminação.
“Políticos e figuras públicas de destaque, especialmente o presidente, que os retratam como criminosos ou fardos podem alimentar a discriminação racial e os crimes de ódio”, afirmou o comité num comunicado de imprensa.



