Num estúdio de ensaio em Hong Kong, no início de fevereiro, um grupo de 12 dançarinos reuniu-se em torno de uma mesa, com as mãos no convés e os olhos fixos num olhar profundo.
Eles cantaram no balcão em uníssono. Então ele se virou e torceu o corpo com extrema precisão, enquanto uma onda de energia varria a sala. Metade ficou de pé, enquanto o resto foi para cadeiras de rodas.
Os dançarinos se dispersaram pelos quatro cantos da sala. Avena Wong Wai King, uma dançarina em cadeira de rodas de 65 anos, levantou a mão. Inclinando a cabeça para cima, ele fechou os olhos.
Os dançarinos estavam ensaiando. Além da jornadauma colaboração entre a Hong Kong Dance Company (HKDance) e a China Hong Kong Para Dance Sport Association.
A apresentação sem barreiras, com entrada gratuita, é um dos 11 festivais de artes inclusivas No Limits. Será realizado nos dias 28 de fevereiro e 1º de março no Tae Kwon Central.
“A beleza não tem a ver com a forma como realizamos movimentos difíceis… mas sim com os momentos em que nós (bailarinos) mergulhamos nos exercícios uns com os outros, nos conhecemos e prestamos muita atenção ao corpo um do outro. Esses são os momentos que considero incrivelmente bonitos”, disse o coreógrafo Ong Zi Shen. Além da jornada e dançarina principal do HKDance.



