A inovação vem de um material catódico orgânico inovador que permite um desempenho eficiente e estável em uma faixa de temperatura extrema, desde bem abaixo de zero até 80 graus Celsius (176 graus Fahrenheit).
As baterias convencionais de íon-lítio normalmente usam minerais inorgânicos, como óxido de lítio-cobalto ou fosfato de ferro-lítio como material catódico. Os seus custos de produção dependem dos recursos minerais disponíveis e apresentam riscos de segurança quando atingidos ou sobreaquecidos.
Para enfrentar esses desafios, os pesquisadores exploraram o uso de materiais orgânicos flexíveis como alternativas. Esses materiais são inerentemente estáveis, reduzem o risco de combustão ou explosão e são fáceis de sintetizar e reciclar.
Sua resistência à flexão também os torna candidatos promissores para dispositivos vestíveis.
Contudo, os materiais orgânicos geralmente sofrem de baixa condutividade elétrica, muitas vezes exigindo grandes quantidades de aditivos condutores. Pequenas moléculas orgânicas também se dissolvem no eletrólito, o que reduz a vida útil da bateria.
De acordo com um relatório publicado pelo China Science Daily na semana passada, os pesquisadores chineses deram um passo importante no sentido de trazer as baterias orgânicas do laboratório para o uso prático.
A pesquisa foi liderada por Xu Yunhua, da Universidade de Tianjin, e Huang Fei, da Universidade de Tecnologia do Sul da China. Suas descobertas foram publicadas em 18 de fevereiro na Nature.



