A Rússia poderá cortar o fornecimento de gás à Europa face ao aumento dos preços da energia alimentado pela crise do Irão, alertou o presidente Vladimir Putin na quarta-feira, ligando uma possível decisão da UE a uma proibição de compras de gás russo e de gás natural liquefeito.
Os preços do petróleo e do gás subiram na sequência dos ataques dos EUA e de Israel ao Irão e dos ataques de Teerão aos seus vizinhos do Golfo Árabe.
A disputa paralisou o transporte marítimo através do Estreito de Ormuz e forçou o encerramento da produção de GNL do Qatar e da maior refinaria de petróleo da Arábia Saudita.
Putin disse que os preços do petróleo estavam a subir devido à “agressão contra o Irão” e às sanções ocidentais ao petróleo russo, enquanto os preços do gás europeus estavam a subir à medida que os consumidores estavam dispostos a comprar gás a preços mais elevados devido aos acontecimentos no Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz.
Questionado pelo principal porta-voz do Kremlin, Pavel Zarubin, na televisão estatal russa, sobre os planos europeus para proibir completamente as importações de gasodutos russos até ao final de 2027 e proibir novos contratos de curto prazo de GNL russo a partir do final de abril de 2026, Putin disse que poderia ser mais benéfico parar de vender gás à Rússia.
“Outros mercados estão se abrindo agora. E talvez fosse mais lucrativo para nós pararmos de abastecer os mercados europeus agora. Ir para os mercados que estão se abrindo e nos estabelecer lá”, disse Putin, segundo uma transcrição divulgada pelo Kremlin.



