O Mar da China Meridional serve de pára-raios para reivindicações concorrentes entre potências regionais. Na primeira de uma série de três partes, Laura Chow examina como um novo quadro de conservação está a ser aproveitado para promover ambições territoriais nestas águas altamente contestadas.
Após duas décadas de elaboração, o Tratado de Alto Mar, também conhecido como Tratado Além da Jurisdição Nacional (BBNJ), entrou em vigor em 17 de janeiro. Um marco importante foi então alcançado em setembro passado, quando 60 países ratificaram o tratado – atingindo o limiar de ativação.
O acordo também visa criar áreas protegidas, estipulando que a comunidade internacional deve beneficiar igualmente dos oceanos abertos e dos seus recursos – incluindo o material genético encontrado no alto mar, um domínio que cobre metade da superfície mundial e mais de 60 por cento do oceano global.
Mas o foco do Tratado do Alto Mar já está a mudar da biodiversidade para as fronteiras. O acordo poderia fornecer um modelo retórico para os requerentes do Mar da China mascararem as ambições territoriais, transformando as ferramentas de segurança numa nova arma legal, observaram os analistas.


