A Comissão Europeia quer forçar os estados membros da UE a remover as empresas chinesas Huawei Technologies e ZTE das suas redes móveis como parte de uma lei abrangente de segurança cibernética revelada na terça-feira.
A nova proposta obrigaria as capitais a cumpri-la no prazo de três anos após a adopção, embora a legislação tivesse de ser aprovada pelos próprios países.
Se aprovado, poderá ser a ponta do iceberg para a Huawei, ZTE e outras operadoras chinesas, caso a China seja designada como um risco de segurança cibernética de acordo com os critérios da comissão publicados na terça-feira.
Se um país for listado como uma ameaça, as suas empresas em sectores sensíveis, incluindo veículos conectados, fornecimento e armazenamento de energia e água, computação em nuvem, dispositivos médicos, serviços espaciais e semicondutores, serão consideradas fora do mercado.
Dado o enfoque de Pequim na promoção de “novas forças produtivas”, muitas das quais se enquadram nestes sectores, é de esperar mais fricção nas relações UE-China.



