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“Me senti em casa”

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Tribunal 2 eu Tênis de grama de Buenos Aires apareceu, neste sábado, o apêndice de um dos tribunais do Jockey Club Brasileiro onde será realizado o ATP 500 do Rio de Janeiro na próxima semana. Foi a segunda semifinal de duplas com o argentino Guido Andreozzi e os franceses Manoel Guinard, segundas sementes, contra os brasileiros Rafael Matos e Orlando Luz, terceiro em semeadura. E embora seja preciso ver para acreditar, o portenho de 34 anos sentiu-se como um visitante em sua própria casa.

Muito cedo, quando a primeira semi que Andrea Collarini e Nicolás Kicker venceram em super desempate Máximo González e Andrés Molteni -os principais favoritos-, muitas camisas de futebol foram vistas nos diversos setores do clube, todas de clubes do Brasil. Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Inter, Fluminense, Atlético Mineiro, Corinthians. Não faltava nenhum. Mesmo isso desligado Canário com os nomes Kaká, Ronaldinho ou Neymar Jr nas costas. E um português facilmente discernível que se ouvia em todos os cantos.

“Parece que há mais brasileiros do que argentinos (risos). “Daqui a alguns dias temos o Río Open, que é perto de nós”, disse Thiago, 41 anos, que veste a camisa do Palmeiras e aproveitou alguns dias de folga para visitar Buenos Aires e assistir à partida da semifinal em Aberto da Argentina.

Então ele dá a verdadeira explicação estrondo por fãs brasileiros no torneio de Buenos Aires, o que coincide com a versão das diversas pessoas consultadas. “Depende muito da expectativa de ver o (João) Fonseca, sem dúvida. Ele foi campeão ano passado aqui, revolucionou o tênis para nós e muitos de nós queríamos vir vê-lo”. adicionou o fã Verdão. Fonseca, de 19 anos, perdeu na estreia para o chileno Alejandro Tabilo e já treina no Rio.

“Foi ótimo porque vimos a dupla brasileira superar uma partida muito difícil, o clima no estádio era espetacular. Ficamos muito emocionados”, acrescentou André, 44 anos, natural de Goiânia. Matos e Luz derrotaram a dupla franco-argentina Manuel Guinard e Guido Andreozzi após uma partida intensa (na quadra e nas arquibancadas) e uma partida muito disputada que foi decidida por 6-7 (4-7), 7-6 (7-5) e 10-6 após duas horas e 14 minutos de jogo.

Surpreso ao ver tantos compatriotas reunidos na Argentina? “Esperávamos isso porque trouxemos 130 pessoas que moram em condomínio, então lotamos as arquibancadas”, revelou, deixando escapar um sorriso.

Júlia (41), sua esposa, confirmou a teoria postulada anteriormente com um copo de cerveja na mão: “Viemos principalmente pelo Fonseca, mas infelizmente, antes de ele chegar, ele perdeu a partida. Felizmente a dupla brasileira está bem”.

Até os próprios jogadores referiram esta situação muito especial. “Nunca pensei que jogaria assim na Argentina. Parecia que estávamos em casa”, Luz, de 28 anos, disse em primeiro lugar ao se conectar com a imprensa em zona mista. “Ontem foi igual e não esperávamos. Surpreendeu-nos. Por isso jogamos um pouco tensos. Hoje estávamos mais preparados e conseguimos aguentar melhor”, acrescentou Matos (30).

O mais jovem dos jogadores de duplas brasileiros explicou uma dessas chamadas: “É o efeito Fonseca. Ele tem 19 anos e já conquistou um grande nome. Ele ganhou muito quando era muito pequeno e todos depositam muita fé nele, muita pressão e querem vê-lo bem.” “Também acho que eles vêm conosco porque é caro viajar para longe e aqui, em Buenos Aires, estamos perto”, argumentou mais tarde.

Juntos conquistaram um único título ATP, o Bastads 2024, e se preparam para disputar uma nova final. Será disputado na quadra central do BALTC, a partir das 13h. e com clima de Copa Davis contra os argentinos Andrea Collarini e Nicolás Kicker. Quem serão os habitantes locais?

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