Negociadores da Ucrânia e da Rússia reuniram-se em Genebra na terça-feira para o primeiro de dois dias de negociações de paz mediadas pelos EUA, com o presidente dos EUA, Donald Trump, pressionando Kiev a agir rapidamente para chegar a um acordo.
Trump tem instado Moscovo e Kiev a chegarem a um acordo para pôr fim à maior guerra da Europa desde 1945, apesar de o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyi, se ter queixado de que o seu país está sob maior pressão para fazer concessões.
O negociador-chefe da Ucrânia, Rustam Umarov, disse antes das negociações que os dois lados discutiriam “questões humanitárias e de segurança”. A reunião de Genebra seguiu-se a duas rondas de conversações mediadas pelos EUA em Abu Dhabi que terminaram sem progressos.
“Estamos trabalhando de forma construtiva, focada e sem expectativas excessivas”, postou Umarov, chefe do Conselho Nacional de Segurança e Defesa da Ucrânia, nas redes sociais. “Nossa tarefa é avançar tanto quanto possível nas soluções que possam aproximar a paz duradoura”.
A parte política das conversações terminou na noite de terça-feira, mas os representantes militares ainda estavam em conversações num hotel na cidade suíça à beira do lago, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
Antes das negociações, a Rússia realizou pesados ataques aéreos em partes da Ucrânia durante a noite, causando graves danos à rede elétrica na cidade portuária de Odessa, no sul do país, que, segundo Zelensky, deixou dezenas de milhares de pessoas sem aquecimento e água.



