O diretor do museu do Louvre renunciou na terça-feira, encerrando meses de questionamentos no mundo cultural francês sobre por que nenhum alto funcionário renunciou após o roubo das joias da coroa em outubro.
A saída de Lawrence des Carres encerra um capítulo importante para o maior museu do mundo. Isso ocorre no momento em que o Louvre enfrenta uma narrativa mais ampla de uma instituição que está fora de controle.
Só no ano passado, o museu sofreu um roubo de jóias de grande repercussão na Galeria Apollo, um vazamento de água que danificou livros valiosos, várias greves de funcionários e uma greve selvagem devido às más condições de trabalho, ao turismo de massa e à falta de pessoal.
Esse escrutínio intensificou-se novamente nas últimas semanas, depois de as autoridades francesas terem descoberto um esquema de fraude de bilhetes ligado ao museu, que durava há uma década – realizado debaixo dos seus narizes – e que, segundo os investigadores, custou ao Louvre 10 milhões de euros (11,8 milhões de dólares).
O presidente Emmanuel Macron aceitou a renúncia de Des Carres como “um ato de responsabilidade” num momento em que o Louvre precisa de “calma” e de um novo impulso para atualizações de segurança, modernização e outros grandes projetos, de acordo com um comunicado do seu gabinete.
Macron quer dar a des Cars uma nova missão durante a presidência francesa do Grupo dos Sete principais países industrializados, concentrando-se na cooperação entre os principais museus, disse o comunicado.



