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“Fecharam nosso espaço aéreo, já sabíamos que algo iria acontecer”

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O mundo do futebol olha para o Médio Oriente com preocupação. As tensões na região iraniana obrigaram vários atletas espanhóis a procurar uma saída de emergência devido ao encerramento do espaço aéreo e ao aumento da instabilidade. Entre eles, Ivy Sanchez, ponta de Jean no Real Valladolid, que teve que atravessar o país de carro durante 12 horas para chegar à segurança.

“Acabei de chegar ao aeroporto de Istambul”Ivi se juntou, ainda com a viagem no corpo. Há poucas horas ele esteve no Irã, onde jogou em Teerã na sexta-feira. O que deveria ser uma viagem de dois dias a Omã se transformou em um pesadelo: Voo cancelado, espaço aéreo fechado e notícias de ataques na capital.

“Antes de entrarmos no avião, fomos informados de que o voo havia sido cancelado. Foi quando soubemos que algo iria acontecer.”Ele relatou. Sem hesitar, ele e um amigo decidiram ir até a fronteira turca por estrada. Um voo de doze horas, sem internet, comunicações e incerteza como copiloto.

Ivy Sanchez durante sua apresentação no Sepahan SC.

Sem relacionamento e em dúvida com a família

“O que mais me preocupava era estar bem. Especialmente para minha esposa e meu filho.”“Ele admitiu que a sua família regressou a Espanha em novembro, uma decisão que hoje faz ainda mais sentido. Durante a viagem ele não pôde dizer-lhes: “Não tínhamos internet. Só quando chegamos à Turquia é que pudemos dizer que estávamos bem”..

Fomos informados antes do embarque que o voo foi cancelado.

Ivy Sanchez, futebolista espanhola no Irã

A depressão estava mais dentro do que fora. “As famílias são as que mais sofrem”ele admite. Ivi garante que noutros casos a imagem que chega à Europa nem sempre corresponde ao quotidiano de cidades como Isfahan, onde viveu. Mas agora a situação é diferente: “Parece que as coisas estão complicadas e continuarão a ser”.

Futebol, no ar

A incerteza não é apenas pessoal. Também esportivo. O futuro da liga iraniana é desconhecido E o próprio jogador admite que é “complicado” para o resto do jogo. “Temos que conversar com a FIFA e ver se há uma solução.”ele ressalta.

Este não é o único caso. Outros atletas tiveram horários limitados na região, como a Rússia Daniil Medvedev está preso em seu hotel sem voo para os Estados Unidos. O problema vai além do desporto: dezenas de milhares de espanhóis tentam regressar a casa devido ao encerramento dos aeroportos.

Ivy Sanchez durante sua passagem pela Espanha, no Real Valladolid.

Conforto ao pisar na Espanha

Agora, Ivi aguarda o último voo que o levará de volta à Espanha. Quando o avião pousar, ele respirará. “Especialmente para minha esposa, sei que ela passou por momentos difíceis.”ele admite. Ele tentou “olhar para os aspectos positivos” da viagem, mas reconheceu que o momento em que saíram do avião foi um forte choque de realidade. Sua propriedade, casa e rotina permanecem no Irã. Antes, sua família. E a sensação de que desta vez o futebol foi o de menos.

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