O UFC 326 tinha bastante estoque. O tão aguardado confronto da BMF aconteceria entre Max Holloway e Charles Oliveira, dois dos atletas mais populares do esporte atualmente. Raul Rojas Jr. recebeu seu teste mais difícil de todos os tempos no octógono em Rob Font. Gregory “RoboCop” Rodriguez está tentando vingar uma de suas perdas. Quatro lutas estão programadas para ir ao ar na CBS – a primeira vez que o UFC está no canal.
E aqui estamos, 12 horas depois do fim do card, e muita gente concorda – o UFC 326 foi uma grande decepção.
Obviamente, a maior parte das frustrações dos fãs aponta para o evento principal. O que muitos esperavam ser uma batalha de cinco rounds acabou sendo um domínio unilateral de Olvera, que limpou todos os cinco rounds no placar para reivindicar o cinturão do BMF.
As lutas BMF que vimos no passado foram do tipo stand-and-bang, onde a trocação dominava o octógono. Confira os nomes que já lutaram pelo cinturão até ontem à noite: Jorge Masvidal, Nate Diaz, Dustin Poirier, Justin Gaethje, Holloway. Duas lutas pelo título do BMF terminaram em nocaute espetacular. Três deles foram eliminados.
Agora, não vou dizer que Oliveira deveria ter trocado 25 minutos de pé com Holloway. Isso teria sido um bilhete para colocar Holloway no círculo das sombras. O grappling é o forte de Oliveira, e ele usou esse forte para vencer. Ninguém terminou, mas Holloway é difícil de terminar. Apenas duas pessoas conseguiram isso – Poirier (quando o jovem Holloway fez sua estreia no UFC em 2012) e Ilia Topuria.
Mas, quando o cinturão do BMF está em jogo, a comunidade do MMA tem uma expectativa. Se esta fosse uma luta pelo título interino dos leves, todos estariam falando sobre o domínio de Oliveira e como Oliveira estava no final da década de 2010 ao final de sua disputa pelo título em 2022.
A questão é que não se trata apenas da vitória dominante de Oliveira.
Embora não importasse muito dada a natureza do evento principal, a transmissão que travou por alguns minutos durante a terceira rodada não foi a ideal. E se assim fosse, forcados e tochas estariam em vigor nas redes sociais.
Rosas Jr. teve a maior vitória de sua carreira sobre o durão e charmoso Rob Font. Mas o desempenho não foi bom. Assim como Oliveira, Rojas Jr. usou o grappling, mas parecia que se concentrou apenas no posicionamento e não fez nenhum trabalho forte com ele. O UFC está amarrando um foguete nele, e eles serão exigentes com quem ele enfrentará – porque esse desempenho não foi.
O card da Casa Branca – UFC Freedom 250 – deveria ser uma noite divertida e repleta de estrelas, mas alguns acharam que a revelação ficou aquém.
Quatro lutas na CBS… Ainda não entendo porque eles fizeram duas lutas preliminares e duas lutas no card principal quando poderiam ter mostrado a preliminar inteira ou o card principal inteiro. Parecia estranho.
Os telespectadores da CBS viram os dois destaques da noite em Rodrigues, com Bruno Ferreira e Drew Dober nocauteando Michael Johnson. É uma pena o que a luta Duber-Johnson nos trouxe Outra controvérsia na linha de rebatidas.
E o público da CBS viu as duas novidades iniciais? Ambos inexpressivos. O altamente elogiado Donte Johnson perdeu muito do brilho de seus clientes potenciais. Os destaques de Cody Garbrandt x Zhao Long viram Garbrandt receber golpes e chutes no balde frequentes. Long parecia um idiota por tentar “apontar o vazio”, perdendo dois pontos no processo e custando a si mesmo a decisão.
As críticas ao UFC 326 não foram apenas sobre o desenrolar de Holloway x Oliveira. Muitas das coisas no cartão eram ruins ou simplesmente memoráveis e/ou ruins.
E para um card onde o UFC teve luta BMF, prospectos de destaque, shows do card da Casa Branca e a primeira luta do UFC na CBS, os fãs mereciam muito mais do que receberam.


