Na China moderna, a chamada cultura de trabalho 996, trabalhar seis dias por semana, das 9h às 21h, tornou-se uma grande controvérsia.
Enquanto alguns descrevem o calendário exaustivo como um caminho rápido para o sucesso, outros chamam-lhe “escravidão moderna”, citando casos em que longas horas de trabalho levam a sérios problemas de saúde ou à morte.
O debate começou em 2019, quando um protesto anônimo no GitHub, uma plataforma global de desenvolvedores de propriedade da Microsoft, chamou a atenção para como a cultura 996 ameaçava o bem-estar dos trabalhadores de tecnologia.
O horário viola a lei trabalhista da China, que limita o trabalho a oito horas por dia e 44 horas por semana.
No entanto, a tendência do excesso de trabalho está longe de ser nova.
Muito antes da ascensão dos gigantes da tecnologia, os trabalhadores chineses suportaram pressões semelhantes durante séculos.
Durante o Período dos Reinos Combatentes (475-221 aC), o oficial Dong He trabalhou incansavelmente, dia e noite, negociando com um reino rival, um dos primeiros registros de horas extras.



