O mundo inteiro manifestou-se contra a guerra do Irão, incluindo a maioria dos americanos. Tal como Israel participou na Crise de Suez de 1956, que assinalou a convulsão final do imperialismo europeu, está agora a levar a cabo em conjunto uma guerra sem objectivo mas devastadora que provavelmente significará o crepúsculo da hegemonia americana.
Desta vez, porém, o Estado judeu não escapará tão facilmente. Dos territórios palestinianos ao Irão e ao Líbano, ele não consegue mais esconder o seu expansionismo sionista, que ameaça toda a região.
Por mais repressivo que seja o regime de Teerão, é claro que o eixo EUA-Israel é uma ameaça real à paz mundial e não apenas à economia global.
Talvez o único lado positivo seja que Donald Trump não tem poder. Ao longo de sua carreira, ele favoreceu o dinheiro rápido e, como presidente, uma vitória rápida. Infelizmente para ele, o Irão não é a Venezuela.



