O presidente do Inter, Giuseppe Marotta, disse que o clube está empenhado em preservar a memória de Sandro Mazzola, falecido aos 83 anos, descrevendo o ex-capitão como um ícone cujos valores devem ser transferidos para a academia de juniores.
O presidente do Inter, Giuseppe Marotta, disse que o clube tem a responsabilidade de preservar o legado de Sandro Mazzola, o ex-capitão que morreu na sexta-feira aos 83 anos.
Em declarações ao Sportmediaset no dia seguinte à morte de Mazzola, com citações divulgadas pelo FCInterNews, Marotta prestou homenagem ao jogador que passou toda a sua carreira no San Siro. Ele disse: “A lenda do Inter nos deixou. Ele vestiu apenas uma camisa. Ele usou essa camisa por 17 temporadas consecutivas, então dedicou toda a sua vida ao clube”.
“Ele ajudou a escrever páginas verdadeiramente extraordinárias daquele Inter, dos dois grandes times de Helenio Herrera e Angelo Moratti. Hoje, como clube, temos a obrigação de preservar a memória deste ícone, porque nessa memória há muitos valores que devemos necessariamente transmitir através do seu exemplo à nova geração e a todos os nossos meninos do setor juvenil.
Quando solicitado a compartilhar uma lembrança pessoal de Mazzola, Marotta ofereceu duas de diferentes fases de sua carreira. “Podem haver duas recordações, porque também trabalhou como CEO. Como jogador, era jovem, mas lembro-me da segunda conquista da Taça dos Campeões Europeus em San Siro, quando assisti da bancada a vitória sobre o Benfica. A segunda como colega, quando era director-geral do Euro Venezia, negociei com ele um talento que poderia ter feito melhor, mas já era um grande jogador – Álvaro Recoba.”
Mazzola fez 565 jogos pelo Inter em 17 temporadas, marcando 158 gols e conquistando quatro títulos da Série A e duas Copas da Europa sem nunca ter usado a camisa de nenhum outro clube. Ele era filho do capitão do time Grand Torino, Valentino Mazzola, que morreu no desastre aéreo da Superga quando Sandro tinha apenas seis anos.
Ele fez sua estreia na Série A quando era adolescente, em 1961, e marcou dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Real Madrid, na final da Copa da Europa, em 1964. Mazzola também fez 70 partidas pela Itália, ajudando os azzurri a vencer a Euro 1968 e chegar à final da Copa do Mundo de 1970, antes de passar a trabalhar como diretor de televisão e comentarista depois de pendurar as chuteiras.
Seu funeral acontecerá na segunda-feira, em Sant’Ambrogio, em Milão, com homenagens continuando a chegar de todo o futebol italiano a um dos servidores mais condecorados dos nerazzurri.



