Lai deu entrevista ao Noticiero 7 e contou o que vivencia no dia a dia.
de O caso de Agustina Páez no Brasila discussão sobre racismo e discriminação voltou a estar firmemente colocada na agenda pública. Nesse contexto, Transmissão de notícias 7 O depoimento reuniu Lai, um cidadão senegalês que vive e trabalha há anos em Santiago del Estero, contando as condições discriminatórias que afirma sofrer todos os dias por causa da cor da sua pele.
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Lai mora na cidade de La Banda há três anos e diz que embora não possa generalizar, há episódios de violência verbal que a marcam profundamente. “Existem pessoas que te discriminam e te odeiam E eles nem sabem por que te odeiam.
Segundo ele, uma pessoa que passa regularmente de moto pelo seu local de trabalho muitas vezes o insulta com expressões racistas. “Preto sujo… é o que ele sempre me diz. É muito doloroso porque sou africano, sou negro e tenho orgulho de ser negro como Deus me fez.
Da mesma forma, Lai enfatizou que não é normal insultar uma pessoa apenas pela cor da sua pele. “Ninguém escolhe como nascer. “Deus fez um preto e o outro branco, mas somos iguais”, disse ele. Apesar destas situações, destacou o apoio e carinho que recebe de grande parte da comunidade de Santiago, que descreveu como solidária e respeitosa.
Cidadão argentino, mulher de Bandaña e filha nascida em Santiago del Estero, Lay disse que se sentia “outro nativo de Santiago”. “Tenho pessoas aqui que são como minha família. Não posso reclamar da Argentina. A maioria das pessoas é simpática, são poucos os que discriminam”, disse ele.



