Pequim direccionou recentemente incentivos fiscais nas telecomunicações e noutras indústrias seleccionadas, após um declínio acentuado nas receitas fiscais até ao final de 2025, alimentando assim a especulação do mercado sobre movimentos de massa e volatilidade dinâmica.
O South China Morning Post examina os últimos desenvolvimentos e descreve como os economistas veem as mudanças.
O que o governo chinês anunciou?
No domingo, serviços seleccionados de telecomunicações – dados móveis, SMS/MMS e acesso de banda larga – foram reclassificados da faixa de 6% de “serviços de valor acrescentado” para a taxa de 9% de “serviços básicos” ao abrigo da estrutura do imposto sobre o valor acrescentado (IVA) de Pequim. De acordo com relatório do Morgan Stanley divulgado nesta terça-feira, a mudança alinha a tributação com o papel do setor como “infraestrutura digital essencial”.
Quais são as mudanças envolvidas?
Robin Xing, economista-chefe para a China do Morgan Stanley e principal autor do relatório, disse que o ajustamento abordava as discrepâncias de categoria, em vez de indicar um impulso mais amplo para aumentar a carga fiscal efectiva sobre os serviços do sector privado.
Aumentos de impostos generalizados seriam “contraproducentes”, acrescentou, acrescentando que o aumento do IVA num ambiente de fraca procura suprimiria o consumo e o investimento e poderia alimentar a expansão. O relatório observa que os efeitos contraccionistas dos aumentos de impostos acabam muitas vezes por eliminar os incentivos que pretendem financiar.



