Chamar os americanos de “ianques” num local de trabalho escocês é “abuso racial” – e merece um pagamento pesado, decidiu um tribunal.
Raymond Joseph, um servidor em Aberdeen, recebeu quase US$ 7.000 depois que colegas de trabalho o chamaram de “f-king ianque” e lhe disseram para “voltar para o seu país”, Times of London relatado quinta-feira.
Joseph, que era dos EUA, estava servindo mesas em um Pizza Express na terceira maior cidade da Escócia em 2024, quando entrou em conflito com o colega garçom Michael Tortolano durante um horário de trabalho movimentado, ouviu um tribunal.
“Por que vocês simplesmente não vão embora, ninguém gosta de vocês, americanos, voltem para o seu país, seu pedaço de merda”, disse Tortolano, segundo a reportagem.
Joseph supostamente respondeu: “Foda-se, perdedor careca” e chamou Tortolano de “incel”, um termo depreciativo que é a abreviação de “celibatário involuntário”.
Joseph disse ao tribunal que ficou “magoado e humilhado” com o comentário “ianque”, em parte porque aconteceu na frente dos clientes.
“Yank” é a abreviação de “Yankee” e pode ser considerado um termo depreciativo para os americanos.

Mas o gerente da pizzaria acabou demitindo Joseph depois que uma audiência disciplinar o considerou culpado de má conduta grave envolvendo outra disputa com trabalhadores.
Mais tarde, Joseph processou Tortolano por assédio.
A juíza Melanie Sangster decidiu que a calúnia “Yank” constituía “assédio racial”.
Joseph também acusou anteriormente os uniformes do restaurante de apresentarem desenhos de suásticas, mas Sangster negou as acusações.


