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a história da dupla que cantou o hino nacional paraguaio na Copa do Mundo de 2026

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A dupla Dan + Shay cantou o hino nacional dos EUA após a festa de abertura da Copa do Mundo de 2026, em Los Angeles. O grupo de música country apareceu após a apresentação de Katy Perry, que roubou os holofotes. Mas outra dupla chamou a atenção antes do jogo EUA-Paraguai: a que cantou o hino nacional paraguaio.

As músicas soul misturam folclore e elementos de jazz e blues. Eles o integram Jennifer Raquel Hicks Enciso sim Miguel Narváez. Eles se conheceram em um seminário de jazz enquanto estudavam música na Universidade Nacional do Paraguai, em 2013. Eles se conheceram como desculpa para viajar para Dubai. Era o sonho dele. Eles não imaginaram a apresentação de sexta-feira em Los Angeles.

Durante seus 13 anos de carreira, lançaram três álbuns: “Canciones de Navidad”, “Swing guaraní” e “En bloc”. Além disso, possuem diversos singles no Spotify, onde possuem 37 mil ouvintes por mês.

Eles partiram para os EUA na quarta-feira e ainda não conseguiam acreditar no que os esperava.

“Choramos de emoção o dia todo, entusiasmados e honrados por esta oportunidade gigantesca”, disse Hicks quinta-feira da Califórnia, em declarações ao jornal abc.

Ensaiamos cada notacada enunciado do hino, para fazê-lo da maneira certa e atender às expectativas”, acrescentou.

A cantora imaginou que eles cantariam em uma faixa orquestral e que sua apresentação seria ao vivo. “Tem arranjos lindos, vai ficar muito lindo”, detalhou em entrevista à revista Extra.

A proposta de Narváez e Hicks mistura elementos musicais com outros elementos das artes cênicas e da moda. “Havia uma intenção de que tenha uma estéticarepresentando as coisas com sua estética”, disse a cantora à revista A nação do Paraguai.

A ele se junta Narváez, que começou a cantar mariachi aos 11 anos em uma competição. Era 2005. A apresentação foi no reality show Code of Fame International, pois o sonho de sua mãe era que “seu filho estivesse na TV”, como lembrou o artista naquela entrevista.

Ele viajou ao México para competir e embora não tenha vencido (Elizabeth Suárez, da República Dominicana venceu), foi recebido na volta por 3.500 pessoas e um caminhão de bombeiros. No programa da Televisa competiu com a representante argentina Laura Esquivel, que alguns anos depois foi a estrela de “Patinho Feio”.

Hicks, por sua vez, treinou musicalmente com o pai, que tocava violão e cantava em casa. Mas há outro detalhe. Seu pai é Ramón Ángel Hicks (66 anos), jogador histórico de futebol da seleção paraguaia. Ele disputou 37 partidas pela seleção nacional. E esteve na Copa do Mundo de 1986, no México, onde o Paraguai chegou às oitavas de final.

Fez parte das equipes Libertad e Real Oviedo. Ele teve um curto período Manchester United. Foram apenas três meses, em 1991. Bastou para ele se tornar o primeiro paraguaio daquele clube. Ele voltou rapidamente. Na Argentina jogou pelo Independiente. Também foi curto, embora tenha sido o suficiente para ele somar 11 jogos e marcar um gol (contra o Platense).

“Não gosto de futebol. Ele sempre me diz, porque é muito filosófico, que o futebol é como um condicionador social que conecta”, disse a filha. A nível musical, as suas referências são Mercedes Sosa, Violeta Parra e Lila Downs, que participaram na cerimónia de abertura no México na passada quinta-feira.

“Nossa marca é cantar em sons guaranis e latino-americanos”, definiu o artista o conceito musical do grupo.

Foi exatamente isso que gerou emoção na apresentação da noite de sexta-feira em Los Angeles, antes da estreia do Paraguai na Copa do Mundo de 2026. Queriam cantar o hino em guarani. Mas os organizadores deram a última palavra.

Finalmente foi em espanhol.



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