A curta e turbulenta era de Ruben Amorim no Manchester United chegou ao fim, mas foi a forma como saiu que deixou a equipa técnica e os adeptos do clube num estado de descrença.
Depois de um período de 14 meses que viu o Man United cair para o pior lugar na liga em mais de meio século, o jogador de 40 anos foi oficialmente dispensado de suas funções na manhã de segunda-feira.
A decisão ocorreu após um caótico empate em 1 a 1 contra o Leeds United, resultado que fez os Red Devils caírem para a 6ª colocação.
Contudo, não foram apenas os resultados que julgaram o treinador português; foi seu discurso explosivo na coletiva de imprensa pós-jogo, onde atacou a hierarquia do clube.
Ruben Amorim estava todo sorrisos ao sair de Carrington
Embora a maioria dos dirigentes deixe os campos de treinamento com tristeza, os relatos sugerem que a atmosfera em torno da saída de Amorim foi estranhamente comemorativa.
De acordo com Correio Diárioa equipe de Carrington ficou “atordoada” com o que testemunhou na tarde de segunda-feira.
Chris Wheeler, do Daily Mail, relatou: “Na verdade, a equipe de Carrington ficou surpresa na segunda-feira ao ver Amorim e sua comissão técnica deixarem o campo de treinamento rindo e brincando, nos últimos dias. Ele está livre agora e é hora do United seguir em frente.”
Ruben Amorim fotografado com um grande sorriso horas depois de ser demitido pelo Man United…
Esse pagamento deve ter sido adorável?
(@StevenRailston) pic.twitter.com/hwPMaSe7fr
– george (@StokeyyG2) 5 de janeiro de 2026
Ruben Amorim conseguiu exatamente o que queria
Muitos acreditam que Ruben Amorim conseguiu exatamente o que esperava que acontecesse.
Sua última coletiva de imprensa em Elland Road foi nada menos que um “discurso explosivo”, no qual ele desafiou explicitamente o departamento de olheiros e o diretor esportivo Jason Wilcox a “fazerem seu trabalho”.
Ao insistir repetidamente que ele era o “chefe” e não o “técnico principal”, Amorim parecia estar desafiando a diretoria a demiti-lo.
Os relatórios sugerem que seu relacionamento com a INEOS havia atingido um ponto de ruptura dias antes, durante uma acalorada disputa tática.
No final, muitos acham que Amorim optou por “estragar tudo” para garantir a sua demissão, garantindo um pagamento enorme pelo restante do seu contrato, em vez de renunciar e ir embora de mãos vazias.
Para um chefe que já teve tanta esperança, sua saída como uma figura “risada e brincalhona” sugere que ele desistiu do projeto muito antes de o machado realmente cair.



