O Brasil se despediu nesta quinta-feira de um dos integrantes da seleção vencedora da Copa do Mundo de 1970, no México, justamente no mesmo dia em que começou uma nova copa no estádio Azteca. Hércules de Brito Ruasconhecido no futebol como Britomorreu aos 86 anos, segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
A entidade não revelou a causa da morte, embora tenha destacado o legado de alguém considerado um dos melhores zagueiros da história do futebol brasileiro. No entanto, sua família disse que o ex-zagueiro estava internado desde 14 de maio com pneumonia em um hospital do Rio de Janeiro.
Brito disputou 61 partidas pela seleção nacional entre 1964 e 1972 e fez parte de uma das épocas mais gloriosas do time. Canário. Fez parte da seleção vencedora da Copa do Mundo de 1970, lembrada por muitos como uma das maiores seleções de todos os tempos, comandada por Pele e dirigido por Mário Zagallo.
O zagueiro também participou WC na Inglaterra 1966 e durante anos formou uma sólida dupla defensiva com Wilson Praçapeça-chave no funcionamento da seleção brasileira.
“Brito nos deixou após uma carreira em que foi um dos melhores zagueiros da história do futebol brasileiro. Sua contribuição para a conquista da Copa do Mundo de 1970 será lembrada para sempre por todos nós”, disse o presidente da CBF, Samir Xaud, em comunicado.
Às vésperas da estreia do Brasil na Copa do Mundo, perdemos um dos gigantes da terceira Copa do Mundo: Hércules Brito Ruas.
A família Botafogo lamenta profundamente a morte do ex-zagueiro, que defendeu de forma histórica a nossa seleção e honrou as cores do Glorioso na década de 1990. pic.twitter.com/xH58NRyz3Z
— Botafogo FR (@Botafogo) 12 de junho de 2026
Além do título mundial, Brito integrou as seleções brasileiras que conquistaram a Taça Roca em 1971 e a Taça Independência em 1972, competições que consolidaram a supremacia do time verde e amarelo naqueles anos.
Em uma carreira que durou quase um quarto de século, Brito defendeu as camisas de alguns dos clubes mais tradicionais do Brasil. Chegando ao Vasco da Gama, onde jogou entre 1955 e 1959 e depois entre 1960 e 1969, teve uma curta passagem pelo Internacional antes de retornar ao time carioca. Mais tarde, vestiu as cores do Flamengo, Cruzeiro, Botafogo, Corinthians e Atlético Paranaense. No final da carreira, acumulou experiência internacional no Le Castor FC, no Canadá, e no Deportivo Galicia, na Venezuela, depois retornou ao Brasil e jogou pelo Democrata de Governador Valadares e pelo River de Piauí, onde se aposentou em 1979.
“Presto homenagem a este ídolo do nosso país. Que seu espírito de luta sirva de inspiração para nossos jogadores que disputarão a Copa do Mundo”, acrescentou Xaud.
A notícia foi conhecida em plena Copa do Mundo FIFA de 2026, onde o Brasil está mais uma vez animado para alcançar a sexta estrela. A equipe de Carlo Ancelotti inicia sua jornada no torneio contra o Marrocos, com o futebol brasileiro se despedindo de um dos campeões que ajudou a construir sua rica história.



