Gabriel Batista mais uma vez envolvido em um eterno debate no futebol argentino: a comparação entre Lionel Messi sim Diego Maradona. Mas desta vez também deixou frases fortes e cheias de dor ao se referir ao fim da vida de Diego, com uma autocrítica que afetou: “Ele morreu sozinho. Não havia ninguém com ele. Morreu como um cachorro”. Foi em entrevista ao ex-futebolista inglês, Rio Fernandopara a bicicleta Rio Fernando apresentaque é transmitido no YouTube.
Para o ex-atirador da seleção nacional, Messi e Maradona são jogadores de futebol diferentes. Ele destacou a impressionante capacidade de gol de Rosário e seu perfil mais reservado, em contraste com o caráter de Diego. Porém, deixou clara sua admiração pelo campeão mundial de 1986, que considerava único não só pelo talento em quadra, mas também pela personalidade e pela capacidade de influenciar tudo ao seu redor.
Batistuta também voltou a uma frase antiga sua que já causou polêmica: a ideia de que Messi, além do seu nível de futebol, Ele não tem o mesmo carisma de Maradona. Longe de recuar, ele reafirmou sua posição, afirmando que sempre fala o que pensa.
De qualquer forma, ele relativizou a discussão sobre a necessidade de Messi vencer a Copa do Mundo para ficar no mesmo nível de Diego. Para os torcedores, pode ser importante, mas não decisivo. Nesse sentido, elogiou a perseverança do capitão argentino e a sua ambição competitiva ainda na última parte da carreira. Além disso, ele estava otimista quanto ao futuro e considerava-o A seleção pode voltar a brigar pelo título na próxima Copa do Mundo.
No entanto, o tom da conversa com Ferdinand mudou visivelmente quando Bati falou sobre sua conexão pessoal com Maradona. Ele relembrou a admiração que sentia desde criança, quando tinha um pôster dele no quarto, apesar de não ser fã de futebol, e como mais tarde realizou o sonho de dividir um time com ele. Ele também relembrou sua estreia na Copa do Mundo em mundo de EUA 94quando marcou três gols contra a Grécia em partida em que Diego marcou o último gol de sua carreira pela seleção nacional.
Além das lembranças, Batigol deixou uma dura reflexão sobre o contexto que cercou Maradona ao longo de sua vida. Ele sentia que era uma pessoa que nunca soube estabelecer limites desde muito jovem e que isso acabou sendo prejudicial. “Não foi culpa de ninguém”, esclareceu, não querendo entrar em polêmica. Mas naquela época não evitou a autocrítica: percebeu que aqueles que o amavam, inclusive ele, não faziam o suficiente para acompanhá-lo e protegê-lo nos momentos mais difíceis. “Ele morreu sozinho, como um cachorro”, disse ele. E foi aí que ele se mostrou mais frágil: “Se você ama alguém, você tem que ajudá-lo quando precisar, mesmo que seja difícil”.
Amigável mas sério, Batistuta também lembrou como Maradona alimentou a rivalidade histórica com a Inglaterra, principalmente após a Guerra das Malvinas, e usou esse conflito como motivação no vestiário. Pelo que ele disse, aquele crossover acabou sendo um clássico cheio de suspense e simbolismo.
Num outro segmento, o ex-jogador de Boca, Roma e Fiorentina surpreendeu ao apontar a Inglaterra como uma das seleções com potencial para vencer a Copa do Mundo, embora tenha admitido que sua história não corresponde a essa expectativa.
Por fim, analisou os actuais avançados e destacou a dificuldade de escolher o melhor numa época com figuras como Kylian Mbappé, Lautaro Martínez ou Erling Haaland. Já o norueguês ficou impressionado com sua habilidade de gol e seu instinto na área.
Com a sinceridade que o caracteriza, Batistuta deixou definições nítidas, lembranças íntimas e um olhar que mistura admiração, nostalgia e até culpa quando se trata de Maradona.



