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do “isso foi o Vietnã” de Coudet ao sentimento de que pode ser campeão, embora não possa descuidar do sul-americano

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A vitória sobre o Aldosivi permitiu Rio recuperar da batalha contra Superclássico. Mesmo sem jogar bem, a vitória contra o time de Mar del Plata gerou bons sentimentos na comissão técnica e na equipe do Millonario, pois caso contrário teria criado um clima de guerra em um momento crucial da temporada. Principalmente porque um duelo muito importante está chegando Copa Sul-Americana. A equipe de Núñez viaja ao Brasil para enfrentar o Bragantino, com quem não pode sofrer revés porque se isso acontecer o caminho na competição internacional será espinhoso.

Isso é sim Rio Se não conseguir um bom resultado (vitória ou empate) contra o Bragantino, em Bragança, cidade do interior de São Paulo, as coisas podem ficar complicadas para eles no Grupo H da Sul-Americana. Hoje ele é o líder, com 4 pontos, e tentará manter a primeira colocação. Mas se perder, poderá cair para o segundo lugar, ou – o que seria pior – para o terceiro, se o Carabobo (3 pontos, como o time paulista) vencer o Blooming (1) em casa. É verdade que ainda faltam três jogos e se o River somar os próximos 9 pontos com certeza irá para a liderança, mas agora tem a visita mais arriscada da sua área e precisará sair por cima para não causar um desastre.

“Isto foi o Vietnã”, surpreendeu-se Coudet no sábado, na coletiva de imprensa que deu após a vitória sobre o Tiburón de Mar del Plata. Ele não se referiu especificamente a Marcelo Gallardo, pois o elogiou imediatamente, mas sim à ansiedade e carga negativa que existia no ambiente do River Plate após sua posse. Com muitos jogadores vaiados e odiados pela torcida, tornando esses jogadores os responsáveis ​​​​pela saída do técnico mais vencedor da história do clube.

El Chacho, ao contrário do que tinha sido o seu discurso depois do Superclásico, saiu para falar de forma mais contundente. Ele parecia enérgico e enfático. Ele até enfrentou críticas. “Acabei de entrar e a TV estava ligada e eles disseram: “Rio não gostou”. Nunca gostamos um do outro, outros gostam de mais com menos. “Você acha que não houve melhora na equipe desde que chegamos? Qual o percentual? Como é avaliada a melhora?” Para eles dizerem que o River está jogando bem, parece que todas as caixas têm que ser preenchidas. Quando chegou a minha vez de me apresentar, a cena estava uma bagunça. Continuamos em busca do que este clube lhe pede. “Estamos no caminho certo.”

E acrescentou: “Quero destacar a mensagem positiva porque surgem dificuldades e nós também as resolvemos. Invertemos as situações, mas é um processo. Eu adoraria contar para vocês em 15 dias que somos o Dream Team, mas vocês viram o que era isso e o que é hoje. Sei para onde vamos, mas sei de onde viemos. Temos que jogar melhor, é um processo. “Temos que continuar e esperamos continuar vencendo.”

Coudet tem fé. E além de olhar para trás e não estar satisfeito com a substituição e já no meio do ano pensar em renovar o elenco, sonha em acertar o Apertura. “Cuidado, vamos dar tudo de si pelo campeonato”, diz reservadamente. É que além de estar claro que a equipe precisa melhorar em vários aspectos do jogo, Chacho aproveita a eficiência e a força que o River tem tido desde que assumiu para sentir que o retorno olímpico é possível.

O formato dos playoffs reforça isso. Pode não ser aquele que brilha mais ou que exerce maior supremacia, mas sim aquele que é mais sólido e eficaz. E num futebol argentino tão opaco tudo pode acontecer. Embora o River também tenha tido que superar recentemente paradas difíceis e situações extremas como as que enfrentará no mata-mata do Apertura.

É claro que antes de chegar a essa definição terá dois jogos cruciais na Sul-Americana, com viagens ao Brasil e à Venezuela, para enfrentar Bragantino e Carabobo. Essas partidas serão fundamentais para manter a forma para a definição do torneio local.



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