Algo quebrou na tarde de segunda-feira, 17 de novembro do ano passado, no campo de futebol. Tenda central quando o quarto foi recebido O furacãona última data da fase regular de Torneio final 2025que definiu os classificados para os playoffs, mas principalmente todos os times que teriam acesso às copas internacionais deste ano, cruciais para os cofres dos clubes pelos prêmios milionários que distribuem.
Para a equipe de Cláudio Tapia Foi o suficiente para eles empatarem enquanto o Globo era obrigado a vencer. O placar final foi 1 a 1 com julgamentos escandalosos, dois pênaltis, árbitro ameaçando o técnico Frank Kudelka e uma ferida que reabre quatro meses depois.
Na segunda-feira, outro confronto polêmico contra o Barracas terminou com torcedores insultando Tapia e a diretoria do clube, e essa foi a gota d’água que quebrou as costas do camelo. O furacãoassim como Rio recentemente e na mesma direção que Alunosdecidiu não comparecer à reunião Comitê Executivo que aconteceu na última quinta-feira na sede da AFA em Ezeiza.
A raiva em Parque do Patrício Pertence ao povo, mas especialmente ao seu presidente, Abel alématé recentemente amigo próximo de Tapia, com quem partilhava férias e viagens, tendo também estabelecido uma estreita relação a nível institucional com a AFA. Em Ducó a seleção treinou em treino aberto ao público o Sub 20 jogou uma vez e nesses horários são entregues os ingressos para o amistoso contra a Mauritânia.
Além disso, o Globe, historicamente prejudicado pela arbitragem, teve recentemente a sorte de nem sempre estar do lado das vítimas. Vale a pena relembrar um jogo de 2023, quando o Huracán estava na zona de rebaixamento e um pênalti a favor de La Paternal distorceu seu destino. Até aquele jogo de novembro contra o Barracas mudar tudo.
Poza evita fazer anotações, embora no final de 2025 tenha dado indícios de que algo estava acontecendo. Conhecido em seus tempos de barrabrava como o loiro Abelum passado que ele não nega, falou à mídia apartidária “O furacão fala” e empalideceu sua ira. “O que tínhamos a dizer foi dito entre quatro paredes, foi falado e foi decidido”. ele disse com um gesto sério. “Não condenarei ninguém, em nenhum aspecto da vida. Não sou vigilante e não gosto de vigilantes”, ele esclareceu mais tarde.
“Fui ao jogo pensando que não iriam nos roubar, mas tive que abaixar a cabeça e dizer que sou um idiota, sou inocente”, disse-lhe um dos jornalistas do ciclismo. “Somos todos iguais”, disse Poza ironicamente, sem jeito, mas com raiva na superfície.
O atual líder não é um dos seus pares, mantém-se discreto mas é muito frontal. Além dos anos na paravalanche, ele não esconde outro aspecto de sua vida: teve 22 processos criminais e quatro internações na penitenciária federal, a mais longa entre outubro de 2004 e julho de 2005, em Complexo Penitenciário Marcos Paz por posse de armas de guerra e agressão à autoridade.
“Não tenho antecedentes criminais, caso contrário não poderia ser o líder do Huracán”, explicou em entrevista a Gustavo Grabia. E tem razão: em 2008 foi absolvido de um caso de homicídio qualificado e nos restantes (muitos por ameaças, lesões ou roubos) foi absolvido ou os processos foram abertos ou encerrados. Em 2017 decidiu fazer política no clube, foi vice-presidente e desde 2024 ocupa a cadeira de presidente.
O Huracán, que havia chegado à final do Apertura de 2025, ficou de fora dos playoffs do Clausura de forma inusitada, perdendo uma partida muito badalada contra Newell’s e logo após sofrer um empate contra Barracatarde, quando o juiz André Gariano Ele deu dois pênaltis ao dono da casa e acabou respondendo aos insultos de Kudelka com um “Vamos conversar e vou quebrar tudo”, diálogo que foi gravado pelas câmeras de televisão.
“COMO VOCÊ DORMIU TRANQUILO, ANDRÉS?” Muita raiva dos jogadores do Huracán contra Andrés Gariano, árbitro da partida contra o Barracas Central.
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– Centro Esportivo (@SC_ESPN) 17 de novembro de 2025
Neste Apertura que já dura onze datas, o Globo teve árbitros que fizeram barulho, com árbitros inexperientes ou desconhecidos, e falhas finitas, mas sempre negativasum daqueles que ainda ressoam na cabeça dos torcedores: a atuação do VAR na derrota para o Estudiantes de Río Cuarto, uma expulsão no início do segundo tempo contra o Deportivo Riestra ou os dois pênaltis a favor do River na estreia de Coudet. Agora aconteceu de novo contra o Barracas. De outra mídia tendenciosa, “Un Globo em todo lugar”, disseram que depois do 0 a 0 e do pênalti que não foi marcado no vestiário Houve incidentes importantes entre funcionários dos dois clubesisto é, entre o povo de Poza e o de Tapia.
Outro sinal do mau clima entre a AFA e o Huracán foi revelado no início de março, dia em que quase todos os clubes de futebol argentinos se manifestaram a favor da greve em defesa de Tapia: um dos poucos que não o fizeram naquele dia foi a Globo.



