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Miguel Almirón viu vermelho pela equipe Prestianni e o WC 2026 recebeu sua primeira expulsão por cobrir a boca

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O experiente meio-campista Miguel Almirón parece ter desenvolvido uma habilidade inesperada neste WC 2026: permanecer no centro de todas as inovações regulatórias que surgirem ao longo do caminho. Se há poucos dias ele foi o protagonista da primeira aplicação de ressonância da figura Identidade falsa (identidade equivocada), agora estava envolvido em mais uma estreia histórica. E muito mais doloroso e embaraçoso.

Aos 47 minutos do primeiro tempo da partida entre Paraguai sim Peru para o grupo D, o juiz salvadorenho Ivan Barton expulsou o ex-Lanús por uma situação inédita na história dos mundiais: a aplicação do chamado Lei de Prestianni.

A ação ocorreu após cruzamento com o zagueiro turco Porque Muldur. Almirón aproximou-se do rival, cobriu-lhe a boca com uma das mãos e disse-lhe algumas palavras. Barton foi acionado pelo VAR e não hesitou. Ele interpretou o comportamento como enquadrado nas novas regras promovidas pela FIFA e mostrou-lhe o cartão vermelho direto.

A surpresa foi geral. Entre os jogadores, nos bancos dos suplentes e também entre aqueles que acompanharam o jogo nas bancadas e pela televisão. Não pela existência da regra, já comunicada antes do torneio, mas porque ninguém suspeitava que a sua estreia viria tão rapidamente e com a expulsão de um jogador com uma carreira tão longa.

A chamada equipa Prestianni nasceu após uma polémica ocorrida na última edição da Liga dos Campeões, durante um jogo entre Benfica e Real Madrid em que jogaram o argentino Gianluca Prestianni e o brasileiro Vinicius Junior. Desde esse episódio, as organizações internacionais decidiram reforçar o controlo das conversas mantidas com a boca intencionalmente tapada quando há suspeitas de insultos, provocações ou tentativas de evitar mecanismos de controlo audiovisual.

As regras permitem que os árbitros sancionem estes comportamentos com amarelo ou vermelho, dependendo da gravidade da situação e dos critérios disciplinares aplicados em cada caso. Barton entendeu que as ações de Almirón mereciam a sanção máxima e deixou o Paraguai com dez jogadores e faltando um segundo tempo inteiro.

O estranho é que não é a primeira vez que o paraguaio é associado a um árbitro novo nesta Copa do Mundo.

Na partida contra os EUA, ele já havia sido protagonista de uma das decisões mais especiais do torneio. Aos 50 minutos de jogo, Danny Makkelie marcou falta de Tim Ream sobre Almirón perto da linha do gol e avisou o zagueiro americano. Tudo parecia normal até a intervenção do VAR.

Alguns minutos depois, e com o jogo já reiniciado, o árbitro holandês foi chamado para rever a ação. As imagens mostraram que o contato de Ream não justificou a violação. Aí aconteceu algo inusitado: Makkelie retirou o cartão amarelo do zagueiro norte-americano e Almirón acabou alertando por simulação.

A decisão foi baseada no número chamado Identidade falsaum protocolo que permite corrigir sanções disciplinares quando o árbitro penaliza o jogador de futebol errado. Nesse caso, a crítica mudou completamente a leitura da jogada: o que inicialmente foi considerado uma falta pelos Estados Unidos acabou sendo uma conduta antidesportiva do Paraguai.

Essa situação já havia colocado Almirón no centro de uma notícia regular. A manhã deste sábado foi ainda mais longe. Porque embora a advertência contra os EUA tenha permanecido uma curiosidade dos árbitros, a expulsão contra Türkiye ficará nos livros de história. Pelo menos por enquanto, o ex-Lanús é o primeiro jogador de Copa do Mundo a receber cartão vermelho devido à aplicação da nova Lei Prestianni.



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