Maximiliano Vernazza Ele é reconhecido como “o fotógrafo de Charlie Garcia“Ele conheceu o amaldiçoado e caótico Charly, aquele que fisicamente atuou como alter ego de Marilyn Manson; aquele com a pele pintada, aquele que demoliu hotéis e pulou do nono andar de seu malfadado Mendoza. Diego Armando Maradona. “Qual Maradona”, perguntava Cherquis. Diego de couro na cozinha Totak. Diego engraxa as chuteiras na Bolívia. Diego de terno e barba perfeitamente aparadaantes da África do Sul em 2010. “Desde os anos 90 até à sua morte, fotografei-o em quase todas as suas fases”, diz Vernazza, que inaugura a exposição esta sexta-feira, 24 de abril. Argentino 1995-2005 no Palácio da Liberdade. Mas os caminhos do fotojornalismo também o cruzaram com Lionel Messi. Qual Messi? Poderíamos continuar jogando. “Ele era um pequeno Messi, muito jovem”, diz Maxi, apresentando as fotos que tirou de Leo em Nuremberg, um dos dias de folga que a seleção de Pekerman teve durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.
“Nos chamaram no dia de folga da seleção. Era outro Messi, muito jovem, de 18 anos. Ele estava no lobby do hotel com seu pai, Jorge, seu irmão Matías e um tio, como se fosse qualquer outra pessoa: ninguém o incomodouFiquei curioso para saber o que estava acontecendo no entretenimento argentino, perguntei sobre gente famosa. Inacreditável, agora ele é o cara mais famoso do planeta Terra”, lembra Vernazza, que na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, trabalhou para a revista GENTE.
“Eles nos deram a produção com a condição de que fosse publicada depois da Copa do Mundo. Apostamos que a Argentina seria campeã”, diz Vernazza que, vinte anos depois daquela Copa, revela uma intimidade: “Jorge, o pai de Leo e o tio ficaram chateados porque Pekerman não jogava muito”. Como não lembrar da última foto daquela Copa do Mundo (que não está nesta exposição, claro): Messi sentado na lateral do banco de reservas com a Argentina nocauteada.
As fotos ao fundo mostram o passar dos anos: Jorge Messi está com o cabelo curto, ao lado de um Leão com cabelos longos e de menino.
As diferenças entre fotografar Messi e Maradona? “Seria injusto compará-los porque fotografei o Messi algumas vezes e fiz isso com o Maradona durante 20 anos. Apesar de não sermos amigos, havia uma confiança. O Messi era mais tímido, mas se comportou extremamente bem. Brinquei com ele: “Posso tirar uma foto com o fenômeno?” Diego foi incrívelesteja com ele e deixe-o criar imagens para você o tempo todo. Ele gostava de brincar com a câmera, estava acostumado”, analisa o fotógrafo.
Além de Messi e Maradona, você confere fotos do Argentinos 2005-2025 Papai, Sandro, Jorge Bergoglio durante seu mandato como Cardeal de Buenos Aires e até PRFC sim Maurício Macri. Obviamente, não faltarão retratos de Charlie Garcia. Abre na sexta-feira, 24 de abril, a partir das 18h, no Palacio Libertad.



