A longa despedida de Lionel Messi Parece cada vez mais a eterna despedida de Los Chalchalero. Acontece que esta nota já foi escrita noutras ocasiões, embora esta pareça ser a última, a definitiva. A sensação é que na terça-feira, antes Zâmbia em caixa de docesserá a última vez que Leo estará em campo argentino com a camisa da seleção. O esclarecimento deve-se ao facto de a indústria do futebol estar a derrubar tantos muros que é até possível observar, nos próximos anos, Inter Miami em Copa Libertadores. E La Pulga tem contrato até 2028 com a franquia MLS. Mas a saída de Rosário não será a única e vários companheiros poderão participar do momento emocionante. Nicolas Otamendi Ele já deixou claro que o WC será o fim. E há diversas dúvidas: ele cumprirá a promessa de se aposentar? Emiliano Martinez Se Scaloneta gritar bicampeão no MetLife Stadium em Nova Jersey? É Leandro Paredes sim Rodrigo DePauljogar longe da elite europeia, para iniciar um novo ciclo? E o que acontecerá com os veteranos? Marcos Acuna sim Nicolas Tagliafico?
Primeiro, o primeiro. A despedida de Messi será especial. Presume-se que ele esteja desde o início e que possa completar os 90 minutos. As coisas ficam mais complicadas do que o normal para o rosário. Será a 53ª partida de Leo em solo nacional, a nona em La Bombonera. O saldo é muito positivo: venceram 37, empataram 10 e perderam 2; marcou 37 gols. As derrotas foram contra o Uruguai em La Bombonera (0-2, 16 de novembro de 2023) e contra o Brasil em Rosário (1-3, 5 de setembro de 2009), ambas nas eliminatórias.
O campo de Rivers foi o mais visitado por Messi: disputou 28 partidas e nunca perdeu (venceu 22 e empatou 6; comemorou 19 gols). Em La Bombonera disputou 8 duelos (venceu 5, empatou 2 e perdeu 1; gritou 5 vezes). Depois vieram as visitas a San Juan (4), Córdoba (3), Santa Fé (2), Santiago del Estero (2), Mendoza (2), La Plata (2) e Rosário (1).
As eliminatórias do La Pulga foram 38, com 26 vitórias, 10 empates e 2 derrotas. Foram 10 amistosos, com vitórias completas e 12 gols. O pior de seu histórico aparece na Copa América 2011: uma vitória e 3 empates (Bolívia, Colômbia e Uruguai).
E foi dito: o adeus de Messi não será o único. “Depois da Copa do Mundo termina um ciclo com a seleção. É a minha última Copa do Mundo, a partir daí serei um torcedor diferente”, anunciou. Nicolas Otamendi ao chegar ao país. Ota tem 129 jogos (está em quinto lugar na lista dos que mais jogaram) e 7 gols.
Adeus a Emiliano Martinez poderia ser o mais doce de todos, como o guardião em várias ocasiões garantiu Ele se retira da seleção se vencer o bicampeonato. “Essa é uma promessa que fiz e vou cumprir. Além disso, o que mais posso pedir? Temos que deixar o lugar para os pequenos”, repetiu Dibu. O Mar del Plata, de 33 anos, disputou 58 partidas e manteve uma invencibilidade de 40.
A situação de Leandro Paredes e Rodrigo De Paul é especial. Os meio-campistas completam 32 anos nos próximos meses e após a Copa do Mundo terá início um novo ciclo com a meta da Copa América de 2028, que alcançariam aos 34 anos. Da mesma forma, a questão da idade não é o principal: ambos jogam em ligas (Argentina e MLS) onde a competição é ruim. O mais provável é que o nível dos meio-campistas caia logicamente.
Os números para De Paulo e Paredesbicampeão nas Américas e campeão mundial no Catar, é excelente. O meio-campista do Boca soma 76 duelos com 5 gols, enquanto o que atuou no Racing soma 84 partidas com 2 comemorações.
Marcos Acuna Ele está dando seus últimos passos na seleção nacional. Nem mesmo sua presença na Copa do Mundo está garantida, além do grande respeito que Lionel Scaloni tem por ele. Huevo, de 34 anos, está lesionado e não esteve à disposição na maioria dos jogos do Rivers. O natural de Zapala jogou 62 vezes pela seleção nacional e não marcou nenhum gol.
Nicolás Tagliafico é um caso especial. Taglia, que quer estar sempre presente, completa 34 anos em agosto. Quem apareceu no Banfield fará uma avaliação inevitável após a Copa e decidirá se está disposto a continuar ou não. Ele fez 74 jogos com comemoração.
A noite da bomba contra a Zâmbia será especial já que a última vez que Messi estará em solo argentino será com a Argentina. E também porque outros cinco bicampeões norte-americanos e mundiais poderão juntar-se a ele na longa despedida.



