(Crédito da imagem: NASA/JPL-Caltech)
Um meteorito marciano recém-descoberto revela os segredos de um período anteriormente oculto na história geológica do Planeta Vermelho.
A rocha espacial com 1,27 mil milhões de anos chamada Northwest Africa (NWA) 13441 foi descoberta na Argélia em 2019 – mas a sua idade só foi confirmada recentemente. Agora os cientistas dizem isso meteorito ajuda a responder a questões sobre uma grande lacuna no registo geológico marciano: um período entre 600 milhões de anos e 2,4 mil milhões de anos.
Durante este vasto período de tempo, não há exemplos conhecidos de meteoritos contendo shergotitos ígneos (magma sólido), que são o tipo mais comum de shergotitos. Meteoritos marcianospedaços do Planeta Vermelho que foram jogados fora pelos impactos, ejetados no espaço e eventualmente caindo no chão Terra. Os únicos meteoritos conhecidos deste período, cerca de 1,3 a 1,4 mil milhões de anos atrás, são tipos mais raros, conhecidos como chassisgnitos e nahclites. O meteorito recentemente analisado já abre novos insights sobre este período.
“As propriedades deste meteorito foram completamente surpreendentes” especificado Ethan Baxter, professor de ciências da terra e ambientais no Boston College, co-autor de um estudar publicado em 1º de agosto na revista Geochimica et Cosmochimica Acta. “Nenhum outro meteorito marciano como este tem 1,27 mil milhões de anos.”
O NWA 13441 surpreendeu os pesquisadores de duas maneiras. A primeira foi sua composição – embora seja uma shergotita, a rocha espacial também contém isótopos (tipos de elementos) de um metal de terras raras chamado neodímio. O neodímio é normalmente encontrado em condritos – outro tipo de meteorito feito de rochas não derretidas – e os condritos eram comuns no sistema solar quando ele se formou, há 4,56 bilhões de anos.
Esta composição mista de shergottite e condrite sugere que as partes mais profundas de Marte permaneceram relativamente intocadas desde a formação do planeta, explicou Baxter. Esta descoberta é consistente com o que os cientistas já sabem sobre Marte, que provavelmente se formou cinco milhões de anos depois de Marte. Sistema solar surgiu. (Também não há placas tectônicas em Marteo que a torna diferente da Terra e permite que as suas primeiras partes permaneçam intactas pelos tipos de processos geológicos que ocorrem no nosso planeta.)
Um olhar mais atento aos condritos revelou uma segunda surpresa: a composição dos isótopos, ou tipos de elementos, ajudou a “estabelecer novos limites para os processos que ocorriam no início do Sistema Solar, quando Marte se estava a formar”, explicaram os autores. O resumo do artigo adicionou esta informação, o que sugere que o meteorito pode ter vindo de um reservatório “anteriormente não amostrado” no Planeta Vermelho, que fica entre “fontes de shergottite enriquecidas e esgotadas”.
Os cientistas esperam que uma análise mais aprofundada deste meteorito revele “atividade magmática e vulcânica em Marte”, disse Seal no mesmo comunicado. A seguir, veremos os isótopos do meteorito para descobrir sua conexão com outros meteoritos formados no início da história de Marte.



