Carlos Leal vence Chidi Njokuani no UFC Houston | Getty/UFC
Quando entrou no octógono no último sábado para enfrentar Chidi Njokuani na última luta de seu contrato com o UFC, Carlos Leal sabia que só havia um caminho possível. isso é vencer e de forma convincente
“Sei que meu futuro depende do meu desempenho. Então entrei na mentalidade do octógono. Não importa o que aconteça, posso sangrar e me autodestruir. Mas continuarei avançando para encontrar o nocaute”, disse Leal ao Sherdog.com.
Leal, que derrotou Njokuani por decisão unânime na luta dos meio-médios no UFC Houston, revelou que quebrou a mão durante a luta.
“Foi logo no início do segundo round, eu tinha certeza que tinha quebrado quando dei um segundo soco na cabeça dele e ele ficou tonto”, disse Leal. Eu dei um soco nele com minha mão quebrada. Eu luto como se estivesse lutando pela minha vida. E valeu a pena.”
O brasileiro deixou o octógono confiante de que seu contrato havia sido prorrogado e esperando receber também um bônus de desempenho de US$ 100 mil. O bônus nunca chegou, mas a notícia da prorrogação chegou na noite de terça-feira.
“Amigos, eu e a equipe comemoramos muito”, disse ele, “Definitivamente valeu a pena o esforço”.
Cirurgia no horizonte
Assim que chegou ao Paraná Carlos contou a Sherdog que fez exames de imagem e foi orientado por um ortopedista para fazer uma cirurgia.
“Na verdade, ele me disse que eu poderia imobilizar. Mas vai demorar mais do que isso. Por isso, optei por fazer a cirurgia o mais rápido possível. Marcaremos a cirurgia para a próxima semana. Gostaria de fazer mais duas ou três lutas em 2026”, disse Leal.
O atleta tailandês-brasileiro está confiante que em breve chegará ao topo da categoria.
“Provarei isso não apenas vencendo. Mas também com grandes lutas”, disse ele.
Ao ser questionado sobre a escolha de um adversário para seu retorno ao octógono, o brasileiro não demorou a apontar. Daniel Rodriguez, atualmente 15º no ranking do UFC
“Não é só porque ele está no ranking. Mas tenho certeza que o estilo dele vai render uma grande luta”, disse Leal. “Mas estarei pronto para lutar contra quem o UFC quiser.”
Lille também participa do confronto mais difícil para o atual campeão dos meio-médios, Islam Makhachev.
“Acho que o Ian Garry é um adversário complexo para o campeonato. Além de usar muito bem o alcance e ter ataques superiores, ele também defende bem os tackles e faz uma ótima luta”, disse Leal.
Discípulo do lendário Fabio Noguchi, consagrado na primeira geração da Chute Boxe, Leal aponta Alex Pereira como seu atacante preferido no UFC.
“Não por tudo que ele fez. Mas também por derrotar os mais fortes das duas divisões. Faça com que pareça fácil”, disse Leal. “Eu realmente acredito que ele conquistará seu terceiro cinturão do UFC – derrotar Ciryl Gane e fazer com que tudo pareça fácil novamente.”

