Descoberto em um projeto comunitário aos 11 anos, o brasileiro Rafael “Cocinha” Barbosa conquistou o cinturão dos leves do Pancrase no dia 14 de março ao nocautear o campeão japonês Tatsuya Saika em sua terceira luta na organização.
Com apenas 28 anos, Rafael soma 22 lutas de MMA (17-5) e, embora tenha mais três lutas contratadas pelo Pancrase, sonha em lutar na Rizin Fighting Federation ou no Dana White’s Contender Series.
“O contrato da Pankress me permite lutar nesses dois eventos. E poderia voltar e defender o cinturão se não assinasse o contrato. Então eu queria muito essa oportunidade”, disse Barboza ao Sherdog.com.
Barbosa é faixa preta em caratê e faixa marrom em jujutsu. Morou em Los Angeles desde 2023 e treinou na California Mixed Martial Arts.
“Vim para os Estados Unidos pela primeira vez em 2021, convidado por Lyoto Machida para dar aulas em sua academia. Mas tive que voltar. Em 2023, Eddie Soares me deu uma luta com Mairon (Santos) no LFA em Nova York. Mal tive tempo de estudar quem era Mairon. Perdi a luta, mas resolvi ficar, e hoje dou aulas na Black House, no CMMA e em outras instituições de ensino.”
Segundo Rafael, treinar no CMMA o ajudou a mudar e melhorar o wrestling.
“O wrestling é um ponto forte aqui. Tem muitos ingredientes humanos. Isso me fez evoluir muito nos últimos três anos”, disse.
A criptonita de Topuria?
Barbosa é conhecido no meio do caratê por seu excelente controle de distância e bom alcance. Acredita-se que controlar o alcance e a distância seja a maneira de derrotar o atual campeão peso leve do UFC, Ilia Topuria.
“O Topuria é campeão por um motivo. Esse cara é perfeito em todos os sentidos, mas Mauricio Ruffy traz algo que nunca viu no MMA: controle preciso de distância e alcance”, disse Barbosa. “Ele pode sentir sem ser tocado. Acho que ele é o pior par para Topuria hoje.”


