O Jet A, o querosene produzido nos Estados Unidos que poderá em breve ser utilizado na Europa, está muito próximo do querosene já utilizado na União Europeia, sendo a principal diferença a temperatura mais baixa a que congela.
A Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) abriu na sexta-feira o caminho à possível utilização do Jet A, querosene produzido nos Estados Unidos, que é quase o único país que o utiliza.
Na verdade, o resto do mundo utiliza outro tipo de combustível, conhecido como Jet A-1, que é o padrão em África, Austrália, Sudeste Asiático, Europa ou Índia, mas a Europa procura diversificar os seus fornecimentos para antecipar potenciais escassezes ligadas às dificuldades de abastecimento do Médio Oriente.
A Agência Europeia para a Segurança da Aviação acredita que a potencial introdução do Jet A na Europa “não representará um problema de segurança, desde que tal introdução seja devidamente gerida”.
Stuart Fox, diretor de aviação e operações técnicas da Organização Internacional de Comércio de Aviação (IATA), diz que os dois tipos de querosene são “muito semelhantes, mas não idênticos”.
“A principal diferença operacional é o ponto de congelamento. O Jet A-1 tem um ponto máximo de congelamento menor (-47°C) que o Jet A (-40°C), o que confere ao Jet A-1 maior flexibilidade em rotas de longa distância e cruzamento de pólos”, escreve o especialista no site da IATA.
Há uma diferença nas características que a Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) exige que as empresas tenham em conta.
As empresas norte-americanas utilizam diariamente o Jet A, misturando-o, se necessário, com um aditivo para torná-lo mais resistente ao frio.
“É assim que as companhias aéreas atendem cidades como Fairbanks, no Alasca, onde as temperaturas podem atingir regularmente -30°C no solo e cair abaixo de -50°C em altitude de voo”, explica Stuart Fox.
O especialista destaca que muitas empresas já alternam entre os dois tipos de querosene no Canadá, dependendo das estações do ano.



