Mesmo que Donald Trump não o admita, a pressão sobre Washington pode ser maior do que a pressão sobre o Irão, afirma um especialista em política internacional.
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O duplo bloqueio do Estreito de Ormuz está a prejudicar a economia iraniana, mas também está a prejudicar a economia dos Estados Unidos e do resto do mundo, diz Guillaume Lavoie, co-presidente de Raoul Dandurand.
A questão que nos colocamos é: Será que o Irão, que sofreu sanções durante décadas e que sofreu semanas de bombardeamentos massivos, poderá continuar a resistir a uma pressão económica muito significativa? “O especialista confirma.
“Eles provavelmente têm menos a perder do que, digamos, a raiva dos americanos em relação ao seu presidente”, acrescenta.
Uma pesquisa Reuters/Ipsos na sexta-feira mostrou que 77% dos americanos acreditam que Donald Trump é parcial ou totalmente responsável pelo notável aumento nos preços da gasolina nas últimas semanas.
“Os iranianos, embora (queiram) preservar o regime, não têm eleições (intercalares) chegando e dizem a si próprios que talvez a vontade dos americanos tenha de ceder em algum momento”, declarou Guillaume Lavoie.
A resolução do conflito deve necessariamente incluir o levantamento do bloqueio ao Estreito de Ormuz, afirma o co-presidente do comité, Raoul Dandurand.
Ausência saudável?
Além disso, a ausência do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, na segunda ronda de negociações em curso no Paquistão torna alguns observadores menos optimistas quanto a alcançar uma solução rápida para o conflito no Médio Oriente.
No entanto, aumenta a pressão sobre a administração Trump para acabar com esta guerra e, acima de tudo, reabrir o Estreito de Ormuz.
Para Guillaume Lavoie, a ausência do vice-presidente é “provavelmente uma boa notícia”.
Segundo ele, a presença de J.D. Vance teria deixado “pouca margem de manobra” para avançar nas negociações.
Para assistir a entrevista completa, assista ao vídeo acima.




