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Abdullah Al Hamed: A mídia nos Emirados é um investimento soberano na estabilidade da sociedade

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Dubai-WAM

Abdullah bin Mohammed bin Butti Al Hamed, Presidente da Autoridade Nacional dos Meios de Comunicação Social, sublinhou que os EAU tratam os meios de comunicação social como um investimento soberano na estabilidade da sociedade, e não como um sector secundário, indicando que a liderança sábia vê os meios de comunicação social como um parceiro estratégico na criação do futuro, e um elemento eficaz no estabelecimento de consciência, na construção de confiança e no fortalecimento da coesão do tecido social.

Explicou que os EAU gerem os seus meios de comunicação nacionais de acordo com a lógica da governação, e forneceram-lhe ferramentas para a influência profissional, o que os tornou uma verdadeira ponte de comunicação entre os membros da sociedade, uma alavanca para o desenvolvimento sustentável e uma força suave capaz de transformar o discurso em impacto e a visão em realidade, num momento em que aumenta a necessidade de meios de comunicação responsáveis ​​que liderem, não se desviem e influenciem sem enganar.

Isto aconteceu durante uma sessão importante em que participou no Fórum Internacional de Gestão de Projectos do Dubai, intitulado: “Pontes de Comunicação entre Comunidades: Os Meios de Comunicação Social como um Sistema Nacional de Influência – Liderança, Governação, Causando Impacto”.

Salientou que os meios de comunicação social representam hoje a infra-estrutura leve que determina a forma como as pessoas se entendem, descrevendo-os como a ponte invisível sobre a qual se constrói a consciência colectiva das sociedades. Alertou que esta estrutura, se não for gerida com sabedoria e estudo, pode transformar-se num factor de divisão em vez de unir as pessoas.

Alertou também que os meios de comunicação não estudados são capazes de criar lacunas profundas entre os componentes de uma única sociedade, salientando que a reaproximação social não é gerida por emoções ou slogans ressonantes, mas sim através de um sistema de comunicação social profissional que respeita a diversidade humana e gere as diferenças com inteligência estratégica.

Salientou que uma comunicação social forte não se baseia na exclusão de outros, nem na marginalização de diferentes vozes, mas sim na criação de uma linguagem comum para um diálogo construtivo que une e não divide, sublinhando que toda sociedade coesa e estável tem necessariamente por trás de si um meio de comunicação que explica e esclarece, e não um meio de comunicação que incita ou provoca.

Abdullah Al Hamed sublinhou que os meios de comunicação social na nossa era actual já não são apenas uma ferramenta técnica de transmissão de mensagens e informações, mas tornaram-se um projecto nacional integrado para construir uma verdadeira aproximação entre o espectro da sociedade e um pilar essencial na criação do sólido tecido social em que se baseiam os países modernos.

Enfatizou que os meios de comunicação social responsáveis ​​não pretendem vencer o momento presente, mas antes investem na protecção do futuro, explicando que a polarização que assola o mundo hoje não é um destino inevitável, mas sim o resultado directo de um discurso mediático precipitado ou descontrolado que se alimenta da divisão.

Salientou que o poder dos meios de comunicação social conscientes reside na sua capacidade de gerir habilmente a diversidade cultural e intelectual, sem comprometer a unidade da narrativa social, salientando que a influência real no pensamento das sociedades não significa controlar o discurso, mas sim direcioná-lo sabiamente para a bússola do interesse público.

Sublinhou que construir pontes entre sociedades exige coragem para falar a verdade numa linguagem inclusiva que transcende a lógica da exclusão, salientando que os meios de comunicação social geridos com consciência estratégica transformam-se num factor calmante nas crises, e não num instrumento de escalada.

Relativamente ao perigo das notícias enganosas, o chefe da Autoridade Nacional para a Comunicação Social sublinhou que informações falsas não constituem apenas uma ameaça mediática, mas também representam uma ameaça directa à confiança da sociedade, que é considerada o capital social mais valioso que qualquer país pode possuir.

Apelou à necessidade de a gestão dos riscos dos meios de comunicação social ser proactiva e não apenas reagir tardiamente às crises, sublinhando que cada mensagem não contabilizada dos meios de comunicação social representa um custo real para o projecto nacional e reflecte-se negativamente no processo de desenvolvimento abrangente.

Na sua definição de meios de comunicação social sustentáveis, explicou que os meios de comunicação social são governados por valores e princípios morais antes de serem governados por leis e regulamentos, sublinhando que o sucesso de qualquer sistema de governação dos meios de comunicação social não é medido pelo número de textos legais ou pela densidade de regulamentos regulamentares, mas sim pela sua verdadeira capacidade de proteger a confiança entre as instituições de comunicação social e o público, e de manter a credibilidade, que é a base de qualquer sistema de meios de comunicação social bem-sucedido e influente.

Salientou que qualquer projecto que não tenha uma estratégia de comunicação clara é um projecto que corre o risco de fracassar, sublinhando que a missão dos meios de comunicação social não reside em embelezar a realidade, mas sim em colocar os desafios no seu contexto correcto de uma forma que aumente a confiança. Ele destacou que o papel da mídia vai além da gestão da informação, incluindo a gestão das emoções e a construção da estabilidade psicológica da sociedade, especialmente em tempos de grandes transformações.

O responsável da Autoridade Nacional da Comunicação Social sublinhou que a consolidação da reputação nacional não se consegue através de campanhas mediáticas ou slogans floridos, mas sim o resultado de um caminho cumulativo profundo que se forma pela convergência do comportamento real com o discurso sóbrio e a experiência honesta, indicando que a imagem mental dos países se constrói na credibilidade da informação antes da estética da mensagem.

Salientou que a reputação nacional representa uma riqueza de longo prazo, para a qual cada detalhe da experiência de um indivíduo dentro ou fora do país contribui para a sua formulação, sublinhando que a coerência total entre palavras e acções é a pedra angular para ganhar a confiança internacional, e sublinhou que a grandeza dos países não se mede pelo que dizem sobre si próprios, mas sim pelo que o mundo sente nas suas acções.

No final da sessão, o responsável da Autoridade Nacional para a Comunicação Social sublinhou que os meios de comunicação social são a primeira interface soberana que traduz as ambições do projecto nacional para o mundo, referindo que quando são geridos como um sistema integrado, o seu impacto transforma-se de um brilho temporário numa marca sustentável no registo da história.

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