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Caso Epstein: Justiça americana expôs vítimas e protegeu cúmplices, segundo sobreviventes

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A recente divulgação de mais de três milhões de documentos sobre o caso Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos EUA irritou alegadas vítimas, que denunciam erros graves, falta de transparência e uma justiça a dois níveis.

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As informações que identificam as vítimas não foram devidamente omitidas, enquanto os nomes das pessoas que podem ter ajudado os agressores sexuais foram omitidos. Uma situação que muitos sobreviventes consideraram inaceitável, informou a CNN.

Vários e-mails nos arquivos mostram trocas de mensagens indicando encontros organizados com mulheres jovens, mas os autores dessas mensagens permanecem anônimos. Num deles, enviado em 2015, uma pessoa escreveu: “E esta (eu acho) é exatamente a garota que você deseja”. Outra mensagem de 2014 dizia: “Obrigado por esta noite divertida. Sua filha mais nova foi um pouco malcriada”, segundo a mídia americana.

Perante a indignação, um funcionário do ministério diz que os nomes omitidos são inteiramente os das vítimas, acrescentando: “Em muitos casos, como foi amplamente documentado publicamente, as pessoas que foram originalmente vítimas tornaram-se co-conspiradoras”. Ele especifica: “Não eliminamos nenhum nome masculino, apenas nomes de vítimas femininas”, podemos ler.

Os sobreviventes contestam esta versão. “Isto não é justiça para os sobreviventes”, lamenta um, enquanto outro testemunha: “Ter partes da minha vida expostas desta forma foi realmente perturbador”.

Apesar das correções anunciadas pelo ministério, a polêmica reacendeu o debate sobre a proteção das vítimas e a verdadeira transparência do Estado nesta questão sensível, informou a CNN.

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