A condenação generalizada seguiu-se a um ataque armado mortal a um santuário no distrito de Engel, no Afeganistão, onde agressores armados abriram fogo contra civis, matando e ferindo várias pessoas. O incidente ocorreu na província de Herat e levantou novas preocupações sobre a segurança das minorias na região, informou a IANS.
De acordo com relatos locais, homens armados em motocicletas atacaram os fiéis de perto depois de separarem os homens das mulheres. Acredita-se que muitas das vítimas pertençam à seita xiita. Relatos de testemunhas oculares indicam que os agressores roubaram as vítimas antes de abrirem fogo e fugirem do local, informou a ANI.
A União Europeia condena o “ataque hediondo”
A União Europeia condenou veementemente a violência, descrevendo-a como um acto injustificado de terrorismo contra civis. Numa declaração, a União Europeia expressou as suas profundas condolências às famílias das vítimas e manifestou a sua solidariedade para com as pessoas afetadas pelo ataque.
A União Europeia reiterou a sua posição contra todas as formas de violência contra civis, independentemente dos perpetradores, e salientou a necessidade de responsabilização.
As Nações Unidas pedem uma investigação independente
Richard Bennett, Relator Especial da ONU para os direitos humanos no Afeganistão, apelou a uma investigação abrangente e independente sobre o incidente. Ele observou que o ataque parecia seguir um padrão perturbador de violência contra membros da comunidade xiita, informou a agência de notícias iraniana IANS.
Bennett sublinhou que os responsáveis devem ser levados à justiça, sublinhando a importância da responsabilização na prevenção da ocorrência de mais incidentes deste tipo, informou a IANS.
Hamid Karzai considera o ataque um “crime contra a humanidade”
O ex-presidente afegão Hamid Karzai condenou veementemente o ataque, descrevendo-o como um crime contra a humanidade. Ele expressou suas condolências às famílias das vítimas e rezou pela recuperação dos feridos.
Karzai também confirmou que mulheres e crianças estavam entre as vítimas, o que confirma a brutalidade do ataque contra civis.
Números conflitantes de vítimas e preocupações crescentes com a segurança
Os relatórios indicam que existem discrepâncias nos números de vítimas, com fontes hospitalares indicando que os números de vítimas são superiores aos números oficiais. A falta de clareza aumentou as preocupações em torno da transparência e da escala do ataque, informou a IANS.
Nos últimos anos, o oeste do Afeganistão testemunhou repetidos incidentes de violência contra minorias, especialmente grupos xiitas. O último ataque chamou mais uma vez a atenção para os atuais desafios de segurança na região.
O incidente realça preocupações crescentes sobre repetidos actos de violência direccionados, mesmo quando vozes internacionais apelam a medidas urgentes para garantir a protecção civil e a responsabilização.
(Com contribuições do IANS)



