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Daí as regras desta folha

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O futebol não costuma ser o tipo de esporte que faz com que os jogadores percam a voz. E ainda assim havia Harry Kane, minutos depois da fuga da Inglaterra de 10 jogadores do Azteca com uma vitória por 3-2 sobre o México. Quase incapaz de completar a entrevista pós-jogo Por causa da dureza de sua voz. Era uma coisa incomum de se ver, mas combinava com o jogo de Kane, que era tão estranho, tão dramático, que era fácil imaginar que quase todo mundo que o visse ou jogasse ficaria sem palavras.

Muitas vezes surge o efeito da vantagem de jogar em casa nos esportes, mas o futebol é aquele em que, sob certas circunstâncias, o ambiente e a torcida podem ter um impacto material no que acontece em campo. Não há outra maneira de descrever o México, uma seleção internacional medíocre e muitas vezes pouco inspiradora em muitos termos, que basicamente nunca perde quando joga no Azteca. Fazia sentido, então, que a análise pré-jogo estivesse tão focada no desempenho da Inglaterra em altitude diante de 87 mil torcedores barulhentos, contra um time que sempre se sentia derrotado ao entrar naquele estádio específico. Achei que se a Inglaterra conseguisse passar pela primeira pausa para hidratação sem ser muito derrotada, estaria em uma boa posição para assumir lentamente o controle do jogo através de seus melhores talentos.

Tudo estava indo conforme o planejado para a Inglaterra. O cabeceamento madrugador de Raul Jimenez, destinado ao canto inferior, foi desviado por Jordan Pickford e, de repente, meia hora se passou sem que o México ganhasse muita posição. E então, no espaço de dois minutos, parecia que Jude Bellingham havia desmistificado sozinho o Azteca. Seu cabeceamento deu à Inglaterra uma vantagem de 1 a 0 aos 36 minutos, e aos 38 minutos ele estava lá para finalizar uma jogada que o México começou com um gol no seu próprio campo.

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