O futuro da Venezuela permanece altamente incerto após os ataques dos EUA em Caracas e o rapto do Presidente Nicolás Maduro, cuja comitiva detém actualmente o poder.
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“Ninguém pode[saber o que acontecerá nas próximas semanas]. Há todo tipo de sinais bastante contraditórios e tão ambíguos quanto possível”, alerta José del Pozo, professor associado do Departamento de História da UQAM e autor do livro. Quando a América Latina se torna um marco.
O especialista em assuntos dos países sul-americanos confirma que ainda não está totalmente claro se os americanos têm realmente um aliado dentro da administração de Caracas.
“Sugerimos que a vice-presidente Delcy Rodriguez ouça Donald Trump, mas ela diz exatamente o contrário em entrevista coletiva”, explica.
Além disso, não houve nenhuma palavra da administração dos EUA sobre a questão do oposicionista Edmundo Gonzalez, um refugiado em Espanha. Donald Trump rapidamente descartou a possibilidade de a responsável pelo prémio Nobel da Paz, Maria Corina Machado.
A comitiva do presidente Nicolás Maduro, que enfrentará a justiça em Nova York, continua no comando da capital venezuelana.
“O sistema ainda está em vigor”, lembra del Pozo. As forças armadas, um dos pilares do regime, ainda existem.”
Ele não descarta a possibilidade de surgir um “novo homem forte” do establishment militar, talvez para facilitar a cooperação com os americanos que querem explorar os recursos petrolíferos da Venezuela.
Para tanto, ainda há outra incógnita em relação a esse objetivo econômico, segundo del Pozo.
“Resta saber se as empresas privadas americanas estão interessadas em investir muito dinheiro”, explica. “Porque, segundo todos os analistas, a indústria petrolífera na Venezuela está em muito mau estado.”
E o 51ºe nação
José del Pozo também não descarta a possibilidade de os americanos realizarem outras intervenções deste tipo em outros locais do continente.
“Cuba nacionalizou empresas americanas sem qualquer compensação durante a década de 1960”, diz o professor. “Os americanos podem querer recuperar o que acreditam ter sido roubado deles.”
Isso sem contar as inúmeras dicas para tornar o Canadá 51ºe O estado americano e as ameaças de anexar a Groenlândia.
Nesse sentido, uma nova postagem sobre X da esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, gerou reações no domingo.
Ele mostrava a área sob a bandeira americana com a única placa sendo “EM BREVE” em letras grandes.
A postagem provocou uma reação da primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, que instou os americanos a “pararem com suas ameaças” de anexação.



