Dez pessoas foram mortas na segunda-feira em confrontos entre palestinos e ataques israelenses no centro da Faixa de Gaza, de acordo com um hospital nos territórios palestinos.
O Hospital dos Mártires de Al-Aqsa anunciou num comunicado de imprensa que “pelo menos dez pessoas foram martirizadas e dezenas ficaram feridas, seis delas em estado crítico, como resultado dos bombardeamentos israelitas e de actos de violência a leste do campo Maghazi”.
A Defesa Civil de Gaza, que opera sob a autoridade do movimento islâmico Hamas, confirmou o número de mortos.
Segundo uma testemunha entrevistada pela AFP, tudo começou com confrontos entre uma milícia anti-Hamas, supostamente apoiada por Israel, e as forças de segurança do Movimento Islâmico Palestiniano, perto de uma escola que albergava deslocados perto do campo de Maghazi.
Os milicianos chegaram a fazer prisões, segundo a testemunha, que pediu anonimato por questões de segurança.
A fonte continuou: “A violência eclodiu quando residentes e membros do Hamas entraram em confronto com a milícia”.
Ele acrescentou: “Pouco depois, as forças israelenses bombardearam a área perto da escola”.
Quando questionado, o exército israelita disse que estava a examinar esta informação.
É difícil, nesta fase, saber quantas pessoas foram mortas nos confrontos e quantas foram mortas nos ataques israelitas.
Israel e o Hamas trocam acusações de violação do frágil acordo de cessar-fogo que entrou em vigor em 10 de outubro na Faixa de Gaza, após dois anos de uma guerra devastadora.
Desde que o cessar-fogo entrou em vigor, pelo menos 723 palestinos foram mortos, segundo o Ministério da Saúde do Hamas.
Esses números são considerados confiáveis pelas Nações Unidas.
Por seu lado, o exército israelita anunciou o assassinato de cinco soldados desde a mesma data.



