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O Irã impõe uma taxa de US$ 2 milhões a navios selecionados que transitam pelo Estreito de Ormuz

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Em meio às tensões crescentes em O Médio Oriente, O Irã começou a cobrar uma pesada taxa de trânsito de US$ 2 milhões (cerca de Rs 18,8 lakh crore) em alguns navios que passam pelo estrategicamente importante Estreito de Ormuz. A medida é vista como uma forte afirmação de controlo sobre uma das rotas marítimas de petróleo mais importantes do mundo durante o conflito em curso com os Estados Unidos e Israel.

A nova política sinaliza uma afirmação de controle

Presidente iraniano Masoud Pezeshkian Os Estados Unidos afirmaram nas redes sociais que o Estreito de Ormuz continua “aberto a todos”, mas deixaram claro que o acesso ao Estreito de Ormuz pode não se estender aos adversários do Irão. Isto reflecte a evolução da posição de Teerão no controlo do tráfego marítimo na região.

O deputado iraniano Alaeddin Boroujerdi confirmou que a nova política de taxas de trânsito já foi implementada. Falando à Iranian Broadcasting Corporation, ele descreveu a medida como parte de um novo “regime soberano” que governa o estreito. Segundo ele, a cobrança destas taxas indica o poder e a autoridade do Irão, especialmente em tempos de guerra.

Custos da guerra e mensagens estratégicas

As autoridades justificaram a decisão apontando para o fardo financeiro do conflito em curso. Boroujerdi disse que a guerra tem custos e que a imposição de taxas de trânsito é um passo natural para compensar as despesas. A política também está a ser interpretada como uma mensagem às potências mundiais sobre o controlo do Irão sobre a vital hidrovia, relata a IANS.

Apesar das novas acusações, o Irão confirmou que o Estreito de Ormuz não está fechado e que a navegação continua. O Ministério dos Negócios Estrangeiros afirmou que estão a ser tomadas as precauções necessárias devido às condições de guerra, mas a liberdade de navegação e a segurança marítima continuam a ser prioridades.

A escalada das tensões na região

A situação no Golfo tornou-se cada vez mais volátil na sequência das recentes ações militares envolvendo forças da coligação NÓS E Israel. O Irão acusou ambos os países de agressão e afirmou que em resposta tinha como alvo bases militares dos EUA, citando o seu direito à autodefesa.

O Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do abastecimento mundial de petróleo, tornou-se o centro de tensões geopolíticas. Qualquer interrupção ou restrição nesta rota poderá ter grandes impactos nos mercados globais de energia e transporte marítimo.

A situação agravou-se ainda mais depois de Donald Trump ter emitido um aviso com palavras fortes. Ele acrescentou que os Estados Unidos poderão atacar a infra-estrutura energética do Irão se o estreito não for totalmente reaberto dentro de 48 horas. Trump até alertou contra a possibilidade de atacar grandes centrais eléctricas, aumentando o receio de uma nova escalada.

Monumentos globais

Os especialistas acreditam que a decisão do Irão de impor taxas de trânsito poderá impactar o comércio global e os preços do petróleo, de acordo com a IANS. Os expedidores poderão enfrentar custos mais elevados, que poderão eventualmente ser repassados ​​aos consumidores. Ao mesmo tempo, esta medida realça a importância estratégica do Estreito de Ormuz e os riscos associados aos conflitos geopolíticos na região.

À medida que as tensões continuam a aumentar, a comunidade internacional está a acompanhar de perto os desenvolvimentos, uma vez que qualquer nova escalada poderá perturbar o fornecimento global de energia e a estabilidade económica.

(Com entradas IANS)



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