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Papa Leão
A Associated Press informou que o Papa fez estas declarações no final da sua cerimónia no domingo à tarde no Vaticano, onde apelou aos líderes envolvidos no conflito para que parassem os combates e prosseguissem o diálogo em vez da continuação da escalada militar.
“Em nome dos cristãos do Médio Oriente e de todas as mulheres e homens de boa vontade, apelo aos responsáveis por este conflito”, disse Liu. “Um cessar-fogo para que as vias de diálogo possam ser reabertas. A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que as pessoas esperavam.”
Liu não mencionou o nome dos Estados Unidos ou de Israel, embora parecesse estar se referindo a um ataque nos primeiros dias da guerra que atingiu uma escola no Irã e matou mais de 165 pessoas, muitas delas crianças.
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O Papa Leão XIV apelou no domingo a um cessar-fogo imediato na guerra em curso com o Irão. (Alberto Pizzoli/AFP via Getty Images)
Autoridades norte-americanas disseram que o ataque pode ter sido baseado em informações antigas e que o incidente ainda está sendo investigado.
O Papa disse estar particularmente próximo das famílias das vítimas mortas em ataques que atingiram escolas, hospitais e áreas residenciais durante o conflito.
Ele também expressou preocupação com o impacto dos combates no Líbano, onde grupos de ajuda alertaram que a escalada do conflito poderia levar a uma crise humanitária.
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Esta foto obtida da Agência de Notícias dos Estudantes Iranianos (ISNA) mostra o local do ataque a uma escola para meninas em Minab, na província de Hormozgan, sul do Irã, em 28 de fevereiro de 2026. (Ali Najafi/ISNA/AFP via Getty Images)
As comunidades cristãs no sul do Líbano são de particular preocupação para o Vaticano, visto que há muito são vistas como uma importante presença cristã em toda a região de maioria muçulmana.
Durante grande parte das duas semanas desde o início do conflito, Liu limitou os seus comentários públicos a apelos mais amplos à paz e ao diálogo, evitando ao mesmo tempo referência directa aos Estados Unidos ou a Israel – uma posição consistente com a longa tradição de neutralidade diplomática do Vaticano.
No entanto, alguns líderes católicos assumiram uma posição mais direta sobre o conflito.
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O Papa Leão XIV chega para realizar sua audiência geral semanal na Praça de São Pedro, no Vaticano, em 4 de março de 2026. (Alessandra Tarantino/Foto AP)
O cardeal Robert McElroy, arcebispo de Washington, classificou a guerra como moralmente injustificada, enquanto o cardeal Blase Cupich, de Chicago, criticou a Casa Branca por compartilhar postagens nas redes sociais sobre a guerra que incluíam imagens estilo videogame.
Entretanto, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, rejeitou a caracterização dos combates por Washington como uma “guerra preventiva”, mas disse que a Santa Sé continua a manter linhas de comunicação abertas com todas as partes.
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“A Santa Sé está conversando com todos”, disse Parolin. Ele acrescentou: “Quando necessário, também conversamos com os americanos e israelenses e mostramos-lhes quais são as soluções para nós”.
A Associated Press contribuiu para este relatório.



