Tim Wildschut, professor de psicologia social e de personalidade na Universidade de Southampton, no Reino Unido, disse: “As pessoas nostálgicas geralmente não pensam que a vida está piorando”.
Wildschut é autor de dois livros recentes documento Que Nostalgia de contraste Ele chama isso de “teoria do declínio”. A nostalgia, disse ele, é a lembrança de memórias pessoais. Essas memórias promovem um sentimento de pertencimento e conexão social. “Pessoas importantes em nossas vidas, inclusive aquelas que talvez não estejam mais por perto, ganham vida por meio de lembranças nostálgicas pelas quais nos sentimos mais próximos delas”, explica. Ao reconectar-nos com experiências passadas, a nostalgia também proporciona uma sensação de continuidade que pode fomentar sentimentos de significado e otimismo, disse ele.
O declinismo, por outro lado, é uma glorificação irrealista do passado, aliada à crença de que as coisas estão cada vez pior. Isso tem menos a ver com memória pessoal e mais com insatisfação. “O declinismo tem mais a ver com insatisfação e pessimismo do que com conexão social e crescimento”, disse ele. “É essa crença de que a sociedade está piorando”.



