O Ministério das Finanças participou nas atividades da Cimeira Mundial do Governo, como parte do seu compromisso de apoiar o diálogo global sobre o futuro das políticas financeiras e económicas e de fortalecer as parcerias internacionais destinadas a construir economias mais resilientes e sustentáveis.
Mohammed bin Hadi Al Husseini, Ministro de Estado dos Assuntos Financeiros, sublinhou que a cimeira reflecte a vontade dos EAU de contribuir activamente para a formulação de visões globais relacionadas com as políticas financeiras e económicas, e para o intercâmbio de experiências internacionais no enfrentamento dos crescentes desafios testemunhados pela economia global.
Explicou que o mundo vive uma fase sem precedentes de sobreposição entre desafios económicos, tecnológicos e geopolíticos, o que exige novos modelos de cooperação internacional, baseados na troca de experiências, e na construção de políticas financeiras mais flexíveis e pró-activas, capazes de lidar com as mudanças, estimular o crescimento integral e alcançar a sustentabilidade a longo prazo.
inteligência artificial
O Ministério das Finanças organizou uma sessão de alto nível sobre inteligência artificial, para discutir formas de aproveitar estas tecnologias para melhorar a preparação dos países e alcançar um crescimento económico mais abrangente e sustentável, na presença de Kristalina Georgieva, Directora Geral do Fundo Monetário Internacional.
Também realizou, em cooperação com o Secretariado-Geral do Conselho de Cooperação para os Estados Árabes do Golfo, uma sessão conjunta no âmbito dos trabalhos da cimeira sob o título “Transformação Económica nos Estados do Golfo: Financiamento Inovador e o Papel das Políticas Fiscais e Monetárias”, na presença de Mohammed bin Hadi Al Husseini e Jassim Mohammed Al Budawi, Secretário Geral do Conselho de Cooperação para os Estados Árabes do Golfo, e com a participação de um grupo de elite de líderes governamentais e financeiros e decisores nos países do Conselho de Cooperação do Golfo.
Visões ambiciosas
No seu discurso de abertura, Muhammad Al-Husseini sublinhou que esta sessão se realiza numa fase delicada que atravessam as economias dos países do Conselho de Cooperação do Golfo, à luz das rápidas mudanças globais caracterizadas por flutuações de mercado e incerteza crescente, o que torna a coordenação do Golfo e o reforço da integração das políticas financeiras e monetárias uma prioridade estratégica.
Ele afirmou: “Nos últimos anos, os países do CCG provaram a sua capacidade de lidar de forma eficiente com os desafios económicos, com base em quadros financeiros flexíveis, reformas estruturais e visões nacionais ambiciosas. A próxima fase exige passar da coordenação para uma integração mais profunda, baseada em visões unificadoras e no desenvolvimento de ferramentas de financiamento inovadoras que apoiem o crescimento sustentável e reforcem a estabilidade financeira e monetária”.
Estimular o crescimento
Na sua intervenção, Al Budawi discutiu formas de melhorar a integração financeira e monetária do Golfo, revendo os quadros legislativos existentes e o papel das políticas financeiras e monetárias no estímulo ao crescimento económico.
A sessão incluiu uma intervenção do Xeque Bandar bin Mohammed Al Thani, Governador do Banco Central do Qatar e Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora do Centro Financeiro do Qatar, que se concentrou no papel dos bancos centrais no reforço da estabilidade monetária e na importância da integração entre as políticas financeiras e monetárias.
Mohammed Hamad Al Kuwaiti, Presidente do Conselho de Segurança Cibernética do Governo dos EAU, abordou também, na sua intervenção, a importância do reforço da segurança cibernética como pilar básico da estabilidade financeira e monetária, revendo as estratégias nacionais neste domínio.
Memorandos de entendimento
À margem da cimeira, o Ministério das Finanças assinou um memorando de entendimento com o Ministério das Finanças do Estado irmão do Kuwait com o objectivo de reforçar a cooperação nas áreas financeiras. Assinou também um memorando de entendimento com o Ministério das Finanças do Governo das Bermudas para cooperar no domínio da gestão das finanças públicas, num passo que reflecte a força das relações bilaterais e o interesse comum em expandir os horizontes da cooperação financeira entre os dois lados.



