Graffiti da estrela Bad Bunny no centro de Barcelona foi vandalizado com frases racistas e xenófobas. A obra, assinada pelo artista urbano Alberto Leon, é revelada com grafites onde é possível ler mensagens como “Sodacas fora da Espanha e dos Estados Unidos”, distorcendo completamente o significado original da peça.
O muro, localizado na rua Sustanient Navarro, próximo à central Via Laitana, O cantor porto-riquenho exibiu seu futebol americano con el lema “Juntos somos a América” (“Juntos somos a América“) Enquanto apertava a mão de uma criança detida pela polícia de imigração. Acima dos dois, dois peixes brancos simbolizam a paz. No extremo oposto do espectro aparece Donald Trump. Vestida de preto e com duas pombas cinzentas, contrastando fortemente com a mensagem de harmonia do resto da cena.
O trabalho viralizou nas redes sociais depois que o autor postou um vídeo de grafite Instagram. Em declarações EFELeon explicou que Deval queria levar para a estrada a mensagem iniciada por Bad Bunny durante sua apresentação no Super Bowl, onde ofereceu a frase “A única coisa mais forte que o medo é o amor“Como resposta simbólica às políticas de imigração promovidas por Donald Trump.
“Era uma mensagem necessária e eu queria que estivesse na rua, e que lugar melhor do que o centro de Barcelona, onde há muito turismo e muitas comunidades latinas juntas?disse o artista. Alberto Leon destacou ainda a ideia defendida pelo cantor de que América não é sinónimo de Estados Unidos, conceito que Bad Bunny reforçou no seu espectáculo com um desfile de bandeiras e os nomes de todos os países do continente.
Com oito anos de experiência em arte urbana, Alberto Leone deixa claro que a mensagem também o desafia a nível pessoal. “Toda a minha família migrou“, esclareceu, rejeitando a sua relação com a comunidade latina e o clima de hostilidade e discriminação que, na sua opinião, se intensifica nos Estados Unidos.
Ato de vandalismo gerou indignação nas redes sociais E reavivou debates sobre o racismo, a xenofobia e a fraqueza da arte urbana como meio de condenação social em espaços públicos.



