De acordo com um estudo revisado por pares publicado em janeiro no Journal of Radars, em língua chinesa, o conjunto de dados de detecção de navios dual-modal (DMSD) contém mais de 2.000 imagens emparelhadas de navios visíveis e infravermelhos e cerca de 20.000 exemplos anotados.
A identificação de navios no mar é obviamente mais difícil do que a detecção de objetos em terra. O ambiente marinho é caracterizado por brilho intenso, mudanças climáticas, degradação de imagens de longo alcance e fundo desordenado, o que pode prejudicar a precisão da classificação.
Este desafio foi exemplificado em Fevereiro, quando Washington rejeitou a alegação do Irão de um ataque bem sucedido ao porta-aviões USS Abraham Lincoln perto do Estreito de Ormuz, dizendo que nenhum míssil ou drone se aproximou.
O episódio destacou um problema familiar: uma coisa é chegar perto de um navio, outra é detectar, identificar e rastrear com segurança um alvo naval em movimento.

O estudo foi liderado por pesquisadores da Universidade Aeronáutica Naval de Yantai, da Universidade de Engenharia de Harbin e do Instituto de Tecnologia da Computação da Academia Chinesa de Ciências.



