Desde as tentativas dos antigos astecas de apaziguar o deus sol até às exigências de Apolo na Ilíada, a história humana está repleta de tradições sacrificiais, e a China não foi exceção.
Na província de Zhejiang, no leste da China, cientistas anunciaram recentemente a descoberta de uma cabeça de cavalo envolta em cerâmica num antigo local cerimonial, que remonta à Dinastia Zhou Oriental (770-256 a.C.).
A Dinastia Zhou Oriental abrangeu o Período da Primavera e do Outono (770–476 AC) e o Período dos Reinos Combatentes (475–221 AC). O estado de Yu, uma região importante durante este período, era famoso pela sua metalurgia avançada, especialmente pela fabricação de espadas.
De acordo com a Administração Nacional do Património Cultural da China, a descoberta sugere que o estado Yu, que floresceu durante o primeiro milénio a.C., realizava rituais de sacrifício organizados e patrocinados pelo Estado.
No seu anúncio, a gestão do património afirmou: “Especialistas observam que os cavalos eram animais altamente valorizados durante o Reino Yu, e a inclusão de uma cabeça de cavalo numa cerâmica como oferenda de sacrifício ilustra o elevado estatuto do objecto e a sofisticação do sistema ritual da época”.
Anteriormente, os ossos de cavalo eram geralmente enterrados em covas ou covas. A presença de uma caveira em uma jarra indica que esse sacrifício específico foi supervisionado pelos membros mais importantes da sociedade Yu.



